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Alegar que se trata de um especialista é, muitas vezes, o único recurso.

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David Mamet lembra que as pessoas sempre precisam de outras que as orientem, já que ninguém sabe tudo. Na verdade não sabemos quase nada de coisa nenhuma, dado a frequência com que descobertas científicas são desmentidas. Com relação aos ricos e poderosos, ele faz uma observação, que, a seguir, ilustra com exemplos:

 Os mais próximos do chefe terão a maior influência e, com lisonja e deferência, conseguem mantê-la, mesmo no caso de fracassarem. Esse é o caso do poder governamental. Todos nós somos, em certo sentido, tolos, já que ninguém pode saber tudo. Todos nós temos que confiar na experiência dos outros e todos cometemos erros. O horror de uma economia centralizada não é que os funcionários cometam erros, mas que esses erros nunca serão reconhecidos ou corrigidos.
[…]

Ninguém conseguia chegar perto de Churchill a menos que passasse pelo prof. Frederick Lindemann, seu conselheiro. Ele brigava com todos que considerava uma ameaça.
Um de seus erros de julgamento foram ter debochado de Sir Henry Tizard, que ajudou a desenvolver o radar, uma das ferramentas mais úteis no esforço de guerra. Outro foi ter descartado a possibilidade de que os alemães estivessem desenvolvendo um foguete de combustível líquido capaz de bombardear Londres.
Apesar disso, Lindemann foi festejado e homenageado até o fim de seus dias.

Outro especialista famoso foi conselheiro de Stalin, Trofim Lysenko. Exemplifica Mamet:

Ele também tinha acesso total ao chefe. Ele acreditava que as plantas, como os bons comunistas, podiam ser educadas – que as ervilhas e o trigo podiam ser treinados para crescer no inverno. O ministério da agricultura soviético, agindo com base nas teorias falsas de Lysenko, conseguiu arruinar as safras por toda a Eurásia e matar de fome até 10 milhões de pessoas. Mais tarde, suas idéias influenciaram a política agrícola na China de Mao e mataram vários milhões de outros. Lysenko era um adulador talentoso. Ele sobreviveu a Stalin e Nikita Khrushchev, morrendo pacificamente em 1976.

[…]

 O New England Journal of Medicine relata que as máscaras são inúteis fora dos centros de saúde, que há pouca possibilidade de se infectar o vírus em uma “interação passageira em um local público”. Boas notícias, exceto que eles, uma semana depois, emitiram uma semiretratação mole, dizendo, na verdade, “Não faz mal”. 

[…]

Mamet examina a situação de um amigo cujo restaurante, está falindo. Não há aquecedores para os lugares ao ar livre, apesar disso, ele está se aguentando:

 É “permitido” sentar-se à mesa e comer sem máscara. Na verdade, como alguém comeria usando uma? O vírus sabe se a pessoa está sentada?
Ele cumprimentou dois clientes regulares uma noite dessas e sentou-se à mesa para conversar. Ele tirou a máscara. O cliente informou-o de que os regulamentos estabelecem que os funcionários de um restaurante são obrigados, por lei, a usar máscara em todos os momentos. O proprietário colocou sua máscara e se levantou. Mas o vírus sabe que ele é funcionário do restaurante? Com quem ele argumentaria, sendo empregado e proprietário? Com o vírus?
O vírus aqui é o governo, ou pelo menos os incompetentes que aconselham nossos governantes e não podem admitir a legitimidade da dissensão. Na ausência de intervenção, esse vírus pode eventualmente matar o organismo hospedeiro.

O Sr. Mamet é dramaturgo, diretor de cinema e roteirista.

Trofim Denisovich Lysenko (1898–1976): nascido em uma família de camponeses, aprendeu a ler e a escrever aos 13 anos. Em 1915, concluiu os dois anos de estudos em uma escola rural e em 1921 concluiu as aulas em uma escola de jardinagem. Em 1925, ele se formou no Instituto de Agricultura de Kiev, in absentia. Seus primeiros trabalhos com leguminosas foram realizados no Azerbaijão, onde ele também cunhou o conceito de desenvolvimento fásico de plantas. Em 1927, o jornal soviético ‘Pravda’ publicou o primeiro artigo positivo sobre Lysenko, mas seu trabalho inicialmente não atraiu muita atenção entre os especialistas. Em 1929, sua carreira foi impulsionada com o apoio dos líderes partidários. Em meados da década de 1930, Lysenko recebeu o apoio de Stalin e, após alcançar posições cruciais na biologia soviética, liderou uma campanha contra a genética e o neodarwinismo. Ele foi destituído do poder em 1965.

1º foto:
Escultura de Stalin e Lysenko, erguida em Stavropol em 1952 e demolida em 1961. Stalin segura n mão um ramo de espiga de trigo. Cortesia do Arquivo de Administração de Stavropol.

2º foto:
Trofim Lysenko e participantes da Sessão Augusta da Vsesoiuznaia Akademiia Sel’skoKhoziaistvenenykh Nauk imeni Lenina. Cortesia do arquivo estadual da Rússia de documentos de filmes e fotos. A inscrição na faixa diz “O cidadão soviético mais humildeestando livre dos grilhões do capitalpermanece com a cabeça e os ombros acima de qualquer manda-chuva estrangeiro do alto escalão cjujo pescoço usa o jugo da escravidão do capitalista” (Boletim de Stalin do 18º Congresso do Partido Comunista, em março, 1939).

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

O Apego ao Velho

Minha esposa e eu somos viciados em programas de reforma. […] Nós […] apimentamos cozinhas, banheiros destruídos e trocamos espaços. Nós os invertemos, os destruimos, os consertamos

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