iconfinder_vector_65_12_473798

Filie-se!

Junte-se ao Conselho Internacional de Psicanálise!

iconfinder_vector_65_02_473778

Associados

Clique aqui para conferir todos os nossos Associados.

iconfinder_vector_65_09_473792

Entidades Associadas

Descubra as entidades que usufruem do nosso suporte.

mundo

Associados Internacionais

Contamos com representantes do CONIPSI fora do Brasil também!

Mudar a percepção da realidade é mais letal que mudar as crenças das pessoas.

Trechos extraídos ou texto replicado na íntegra do site: Twitter de Shlomo.
Autoria do texto: Martin Shlomo.
Data de Publicação: .
Leia a matéria na íntegra clicando aqui. Twitter de Shlomo

O QUE É GUERRA COGNITIVA?

A guerra cognitiva é um termo relativamente novo na doutrina militar, mas baseia-se em ideias mais antigas como operações psicológicas (PsyOps), guerra de informação, operações de influência, propaganda*, engano, guerra legal (Lawfare) e guerra política.

Estou criando este tópico para ver como tudo isso está relacionado, pois muitos acham que só se trata de propaganda ou relações públicas (PR) e/ou Lawfare. É muito mais.

A ideia central é que o conflito moderno não se trava apenas por terra, mar, ar, ciberespaço e espaço, mas também pela mente humana: como as pessoas percebem a realidade e, assim, formam crenças, tomam decisões, reportagem, votam, confiam em instituições e coordenam ações. Não se trata apenas de injetar falsas crenças por meio da propaganda e do engano.

A Guerra Cognitiva bem-sucedida muda as percepções das pessoas sobre a realidade, não apenas suas crenças sobre o que é real. As crenças são (relativamente) mais fáceis de contestar e mudar do que as percepções, que é a lente através da qual se formam, se adquirem e se atualizam as crenças.

Esta conversa passará por várias definições oficiais, mas vou começar aqui com a CogWar de Richard Landes (sua compactação de Guerra Cognitiva) onde ouvi o termo pela primeira vez. Ele começou a usá-lo no final dos anos 2010, em paralelo com o conceito sendo nomeado, desenvolvido e refinado por analistas militares.

O Dr. Richard Landes define a CogWar (guerra cognitiva/guerra cognitiva) como a principal estratégia do lado mais fraco em um conflito assimétrico: convencer o inimigo mais forte a não usar seu poder militar ou outro poder superior, e ao invés disso se retirar, fazer concessões, ou render-se sem uma luta decisiva.

O campo de batalha agora é a mente coletiva comparada à guerra tradicional que busca destruir a capacidade física do inimigo. É mais do que a guerra da informação, que apenas busca controlar o fluxo de informações, CogWar procura controlar o quadro interpretativo por meio do qual se compreende a informação, em favor do lado militarmente mais fraco.

Eu acrescentaria que não se trata apenas de uma força militar distinta, mas de minar e subverter o conceito de Guerra Justa e doutrinas relacionadas, em favor do partido injusto. (Tenho quase certeza de que Richard concordaria, mas essas são minhas opiniões, não as dele).

Agora vamos olhar para as abordagens da OTAN, dos EUA, da França, da China e da Rússia. (O Reino Unido olha para isso de forma diferente, vou falar sobre essa abordagem mais tarde).

Em seguida, analisaremos modelos ou estruturas da CogWar, terminando com técnicas e objetivos.

DEFINIÇÕES DE GUERRA COGNITIVA MILITAR

🌐OTAN: ‘Guerra cognitiva envolve atividades conduzidas em sincronia com outros instrumentos de poder para afetar atitudes, crenças e comportamentos ao influenciar, proteger ou perturbar a cognição individual e coletiva.’

Cognição –> Atitudes/Crenças –> Comportamento –>Cognição (e em torno dela)

Cognição = percepção, atenção, memória, raciocínio, julgamento, identidade e tomada de decisão.

Afeta atitudes e crenças = muda a forma como as pessoas interpretam os acontecimentos.

Afeta o comportamento = muda o que as pessoas realmente fazem.

Cognição individual e coletiva = tem como alvo tanto indivíduos quanto sociedades.

A OTAN enfatiza que a guerra cognitiva é diferente de simplesmente espalhar informações falsas. O objetivo não é apenas fazer as pessoas acreditarem em algo falso, mas moldar todo o ambiente de decisão.

EUA: Visão simplificada: ‘A guerra cognitiva busca influenciar as percepções, crenças, raciocínios, emoções e tomadas de decisão de adversários, populações, líderes e forças.’

Observar –> Interpretar –> Decidir –> Agir

Se um adversário puder romper essa cadeia, eles ganham vantagem estratégica.França: ‘Uma luta pelo controle do conhecimento, das percepções e da tomada de decisão.’

O campo de batalha não é mais físico:

Domínio físico –> Domínio de informações –> Domínio cognitivo

A abordagem francesa enfatiza que a guerra moderna ocorre cada vez mais no “domínio cognitivo”. Um adversário não precisa necessariamente destruir suas forças se eles podem tornar sua sociedade incapaz de se coordenar.

China: Enquanto Mao foi o originador de conceitos pré-guerra como a guerra política, o ELP [Exército da Libertação do Povo]. embora não tenha usado explicitamente a frase “Guerra Cognitiva” ou cognatos, desenvolveu as ideias de Mao e outras em “Três Guerras”:
得 Guerra de opinião pública
得 Guerra psicológica
得 Guerra legal
para:
➡️enfraquecer a moral do inimigo
➡️moldar a opinião internacional
➡️influenciar a legitimidade política
➡️confundir a tomada de decisões

Com frequência, os teóricos chineses argumentam que futuros conflitos envolverão “guerra inteligentíssima”, onde a IA, os sistemas de informação e a influência psicológica interagem.

Rússia: Como a China, eles não usam o termo, mas isso se enquadra como:
➡️Confronto de informações
➡️Controle reflexivo
➡️Guerra política
Mais interessante e inovador conceitualmente é o ‘Controle reflexivo’: fornecer a um adversário informações destinadas a fazê-lo escolher voluntariamente uma linha de ação vantajosa para o oponente (isso parece mais próximo da definição de Landes, que iniciou esta discussão).

MODELO MILITAR COMUM DE GUERRA COGNITIVA

De todas as definições e abordagens acima, podemos extrair um modelo, doutrina ou estrutura aproximada de múltiplos níveis que a maioria dos analistas reconheceria:

Camada 1: Informação “Quais fatos estão disponíveis?”
Camada 2: Interpretação “O que significam esses fatos?”
Camada 3: Identidade e emoção “Quem somos nós?”
Camada 4: Tomada de decisão “Quais ações se seguem?”

e, se expandirmos isso, podemos ver como outros conceitos-chave podem se encaixar neste quadro:

1⃣1⃣ Informações e fatos
➡️propaganda
➡️notícias falsas
➡️divulgação seletiva
➡️vazamentos
➡️censura

2⃣ Interpretação e significado
➡️enquadramento
➡narrativas
➡️interpretação histórica
➡️atribuir culpa

3⃣ Identidade e Sentimentos
➡️nacionalismo
➡️descontentamento
➡️humilhação
➡️medo
➡️ressentimento
➡️lealdade

4⃣ Decisões e ações
➡️comportamento de votação
➡️decisões militares
➡️mobilização social
➡️recusa em cooperar

O que vejo aqui é uma estrutura mais completa do que apenas falar sobre propaganda, notícias falsas e assim por diante. Temos o contexto completo e podemos ver como técnicas, táticas, estratégias e objetivos relevantes são formulados e aplicados.

Um conjunto de distinções úteis entre uma campanha de propaganda – que está focada em “Acredite nisso” – em comparação com uma campanha da CogWar – que trata mais de “Criar as condições para que você naturalmente chegue a essa conclusão” – poderia ser:

Propaganda Guerra cognitiva
Tentativas de persuasão Tentativas de moldar a cognição Principalmente mensagens Todo o ambiente informativo
Geralmente de sentido único Interativo e adaptativo
Mira a crenças Mira a percepção, confiança e processos de decisão
Muitas vezes óbvio Muitas vezes sutil

Técnicas típicas da CogWar:

🚨Sobrecarga de informações: Inunda as pessoas com tanta informação que elas não conseguem distinguir o sinal do ruído.

🚨Decadência da verdade: Corroer a confiança de que a verdade objetiva existe.

🚨Polarização: Amplificar as divisões dentro da sociedade.

🚨Guerra narrativa: Competir por explicações de eventos.

🚨Desmoralização: Reduzir a disposição de resistir.

🚨Criação de desconfiança: danificar a confiança no governo, mídia, ciência, eleições, aliados,
instituições.

🚨Ambiguidade estratégica: Criar incerteza para que os adversários hesitem.

🚨Exploração de vieses cognitivos: como viés de confirmação, viés de disponibilidade, identidade tribal
respostas de medo.

O Objetivo Estratégico

Com frequência, o objetivo mais profundo da guerra cognitiva é descrito como: “Quebrar a capacidade do adversário de perceber coletivamente a realidade, coordenar ações e tomar decisões eficazes.”

Uma força militar pode sobreviver a batalhas perdidas se mantiver a coesão, mas uma sociedade que não consegue concordar sobre o que está acontecendo, quem é confiável, quais fatos importam,
quais ações são legítimas, enfraqueceu sua capacidade de reagir.

Quantas CogWars estão acontecendo agora?

Acho que há várias CogWars co-ocorrendo enquanto escrevo, mas o que você acha?

Esta é uma pergunta para aqueles de vocês que tiveram a paciência de chegar até aqui!

Quantas guerras cognitivas estão acontecendo agora e onde?
Quem são os antagonistas?
Quem são os adversários?
Quais são as alianças e coligações?
Quais são as táticas
Eles estão tendo sucesso ou falhando

E O QUE PODEMOS FAZER A RESPEITO?

* Propaganda aqui tem o sentido de propagar uma causa ou uma ideia; informação enganosa para manipular a opinião pública.

Imagem:
Boletim Informativo sobre CogWar da OTAN: Percepção – Julho 2026.

star-line-clipart-22
Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

Psicanálise
Editorial

Casal Gay Estuprou Filhos Adotados.

Dois importantes ativistas LGBT casados, estão ​​no centro de uma rede de pedofilia envolvendo os filhos que adotaram. Os pais adotivos, William Dale Zulock Jr.,

Leia Mais »

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *