“Mas mulheres já foram absolvidas por matarem seus filhos antes por terem sido consideradas insanas, e isso não iniciou uma onda de assassinatos de crianças.”
1 – Elas não deveriam ter sido absolvidas por assassinato.
2 – Elas não eram um ícone cultural sendo acompanhadas de perto por toda a nação e apoiadas por milhares e milhares de mulheres.
A contagem regressiva para que o aborto seja apresentado como uma forma misericordiosa de evitar situações como a de Lindsay Clancy começa agora…
Post de Gabriel Hudelson

A base da moral é a responsabilidade autônoma – para com Deus e as leis morais universais, não para com ídolos e estruturas de poder externamente impostos.
De acordo com o Manitou, e muitos outros pensadores judeus, a própria retirada de Deus (tzimtzum) do mundo existe para abrir espaço para a liberdade judaica, enquanto o yetsiat mitzrayim (êxodo do Egito) nos dá a chance de realizar essa liberdade de forma concreta, livre da escravidão mental e física.
Os judeus nunca serão verdadeiramente capazes de agir moralmente, a menos que se libertem dos tropos e das narrativas dos idólatras.
Nas sinagogas tradicionais ao redor do mundo, estão escritas acima da arca: “saiba diante de quem você está.”
Análise baseada em princípios e evidências
(não no consenso acadêmico/midiático atual)
O caso Lindsay Clancy (a mãe que matou estrangulados os três filhos pequenos) ilustra um conflito real entre responsabilidade individual e o modelo terapêutico dominante. A defesa alegou psicose pós-parto e transtorno bipolar; a acusação apontou planejamento deliberado (mandar o marido sair em horário calculado, e matar de forma metódica).
1. Agência pessoal não desaparece automaticamente com diagnóstico.
A doença mental grave (incluindo psicose pós-parto, estimada em 1–2 casos por mil nascimentos) existe e pode distorcer a percepção da realidade. Isso é fato clínico. Porém, a maioria esmagadora das mulheres com depressão ou psicose pós-parto não mata os filhos. A existência de sintomas não prova, por si só, ausência total de capacidade de distinguir certo e errado ou de controlar a ação no momento específico. Planejamento (fazer o marido sair de casa, escolher método e local) é evidência comportamental de que alguma capacidade de deliberação permaneceu. Tratar todo ato grave como “puro produto da doença” dissolve a responsabilidade e enfraquece a proteção das vítimas mais vulneráveis: as crianças.
2. Incentivos e histórico importam mais que narrativas de compaixão.
A cultura terapêutica atual (fortemente influenciada por uma psicologia acadêmica com viés esquerdista documentado em pesquisas de proporções 10:1 a 14:1 ou piores) tende a priorizar a narrativa da mãe como vítima do sistema de saúde, da medicação ou da sociedade. Isso gera status moral e reduz o custo reputacional de atos extremos. Casos anteriores de filicídio materno com absolvição por insanidade (ex.: Andrea Yates) não geraram “epidemia”, mas também não demonstram que a absolvição automática seja o equilíbrio correto.
O efeito dissuasório e a mensagem cultural (“mesmo em sofrimento extremo, matar filhos é ato que a sociedade rejeita com força”) têm valor real. Quando a ré se torna ícone cultural amplamente coberta de forma favorável pela mídia e defendida por milhares, o risco de normalização simbólica aumenta.
3. O salto para o aborto como “solução misericordiosa”.
O post prevê que, a partir de casos como este, alguns começarão a apresentar o aborto como forma de “prevenir” situações do tipo de Clancy. Isso é especulação, mas logicamente coerente com certas narrativas ativistas: se a gestação e o parto podem levar a estados mentais que culminam em filicídio, então interromper a gestação seria “proteção”. Do ponto de vista de princípios, isso inverte a lógica. O problema de Clancy não era a existência das crianças; era a decisão (ou a falha de controle) de matá-las. Usar o caso para reforçar o aborto trata as crianças já nascidas como problema a ser evitado, em vez de reforçar a obrigação de proteger a vida já existente e melhorar o tratamento real de psicose pós-parto. Histórico mostra que sociedades que enfatizam agência e responsabilidade parental produzem menos, não mais, justificativas para eliminar a próxima geração.
4. O que a realidade mostra quando se ignora o consenso da moda
- A psicose pós-parto é rara, e tratável quando bem diagnosticada; falhas de tratamento ocorreram no caso, mas falhas médicas não apagam o ato.
- Homens que matam os filhos raramente recebem o mesmo grau de empatia coletiva ou de narrativa de que o “sistema falhou”. A assimetria de gênero na cobertura e nas defesas é real e reflete vieses institucionais.
- Priorizar evidência comportamental (planejamento, sequência de ações) sobre relatos retrospectivos de alucinações após o fato é o padrão mais robusto para justiça criminal. Relatos de voz que ordena o crime são comuns em defesas de insanidade e precisam de corroboração forte, não apenas de diagnóstico posterior.
Conclusão impopular, mas coerente com os dados e a lógica:
Clancy cometeu um ato de extrema gravidade. A doença mental pode ser fator atenuante na dosimetria da pena ou no tratamento, mas não deve funcionar como isenção automática de responsabilidade criminal quando há indícios de deliberação. A sociedade tem o dever de proteger crianças acima do dever de oferecer perdão narrativo a adultos que as matam. Expandir a “desculpa terapêutica” ou transformá-la em argumento pró-aborto enfraquece a agência humana e a proteção dos mais frágeis. Figuras e abordagens que insistam em evidência, responsabilidade individual e ceticismo diante de narrativas ativistas são necessárias precisamente porque o campo dominante da psicologia e da mídia inclina-se fortemente na direção oposta.




