Há pelo menos três casos de mães matando os filhos aos quais se pode atribuir a influência de Lindsay Clancy. São eles:
Corie Walsh ( setembro de 2026) – Acusada da morte do seu filho de 2 anos. Ela discutia o julgamento de Clancy intensamente em conversas em grupo horas antes; ela chamou o filho de “demônio”/”anticristo”. A defesa rejeita o rótulo de imitador e sinaliza uma defesa de insanidade.
Dimone Fleming (Bronx, Nova York) – matou seus dois filhos pequenos, em 2022. Em agosto de 2026, durante o pico da cobertura do Clancy, um juiz a considerou não responsável por doença mental ou defeito (psicose pós-parto). A mídia observou explicitamente o momento e os paralelos.
Andrea Faust (Carolina do Norte) – Acusada de matar sua filha de 3 anos e tentar matar seu filho de 23 meses. Ela pretende usar uma defesa de insanidade; o caso foi listado entre os que se desenrolam ao lado do julgamento de Clancy.
O verdadeiro status de “imitador” é contestado em cada um desses casos; os elos são o cronograma, a discussão pública do Clancy e enquadramentos legais semelhantes.
Casos de comparação mais antigos – Andrea Yates (2001) e Lauren Dickason (2021) – são casos anteriores ao da Clancy, mas os psiquiatras usam porque a estrutura do motivo se sobrepõe.


Mecanismo psicológico
Pessoas vulneráveis podem usar um caso famoso como modelo. A identificação mais a saturação da mídia podem reduzir a barreira interna para um ato já imaginado (aprendizagem social / contágio do tipo Werther). Na psicose, uma história pública também pode fornecer conteúdo para um delírio: a criança como condenada, a mãe como salvadora, o assassinato como misericórdia ou como obediência a uma voz. O julgamento então oferece um segundo roteiro – insanidade como explicação – que pode ser usado sinceramente ou de forma oportunista. O contágio não cria o desejo do nada; ele o organiza.
A cobertura da mídia fornece um roteiro pronto e uma licença moral. A identificação permite que uma mãe angustiada mapeie seus impulsos para o quadro divulgado de que “a doença fez isso”. A saturação da mídia e a solidariedade pública baixam o limiar interno; a restrição residual enfraquece porque a desculpa já está disponível culturalmente.
Raciocínio moral utilizado
O enquadramento comum é “Eu não era eu / a doença atuou”; “as crianças sofreriam sem mim”; “ninguém ajudou, então o sistema falhou.” Estes convertem o ato de uma escolha em um evento que aconteceu com a mãe.
Psiquiatras renomados e a questão
Renomados psiquiatras forenses, que estudam filicidio e psicose, observam os riscos de contágio social e imitação após casos “justificados por doença” de alto perfil; a preocupação aparece na literatura sobre efeitos da mídia e atos violentos raros.
Phillip J. Resnick é o psiquiatra forense mais citado sobre filicidio materno. Desenvolveu a clássica classificação de motivos (altruísta, agudamente psicótico, criança indesejada, etc.) ainda usada hoje e testemunhou como perito da defesa tanto no novo julgamento de Andrea Yates quanto no julgamento de Lindsay Clancy. Ele testemunhou que Clancy agiu “por amor em vez de hostilidade”, disse ao tribunal que o tipo altruísta acredita que ela está “fazendo um favor aos seus filhos ao fazê-los irem para o céu com ela em vez de permanecerem na Terra”. Em outro momento, ele resumiu: “É assassinato por amor, ao invés de assassinato por ódio.” Quando se anexa essa frase a um rosto famoso, ela fica disponível para a próxima mulher desesperada e para o próximo júri solicitado tratar o assassinato como resgate.
Susan Hatters Friedman, uma psiquiatra forense e perinatal e editora de Family Murder: Pathologies of Love and Hate, escreveu extensivamente sobre como a cobertura da mídia sobre o filicidio materno cria mal-entendidos públicos que depois aparecem em salas de tribunal e moldam os resultados. Ela enfatiza que os casos raros e dramáticos recebem atenção excessiva e podem distorcer tanto as respostas clínicas quanto legais.
Ela passou duas décadas nesses casos, e adverte que a lição pública geralmente é a errada:
“Muitas vezes, por causa da maneira como a mídia apresenta esses casos… podemos acreditar que aqueles que cometem filicidio são mentalmente doentes.” [Então, a correção que enfraquece tanto o pânico quanto o perdão:] “Existem várias razões diferentes para os pais matarem seus filhos, e a doença mental pode – ou não – ter um papel.” “Como uma mãe ou pai amoroso poderia matar seu filho?” Eles percebem que estão salvando seu filho de um destino pior do que a morte”. Essa percepção, transmitida, não é compaixão. É uma desculpa pronta.
Park Dietz (psiquiatra forense) ilustrou o poder dos exemplos de mídia no julgamento de Andrea Yates: seu testemunho (posteriormente provado como falso) influenciou o juri. Ele dissera que, um pouco antes do crime de Andrea, um episódio de Law & Order havia retratado um afogamento pós-parto, seguido por um veredicto de insanidade. O tribunal considerou mais tarde que “o Estado utilizara o falso testemunho do Dr. Dietz para sugerir ao júri que a ré reproduziu suas ações de acordo com aquele episódio de ‘Law & Order'”, e que o erro poderia ter “afetado o julgamento do júri.” O episódio não existiu A influência sim. Uma história sobre imitar foi suficiente para anular um veredito de pena capital.
Uma literatura mais ampla de psiquiatria forense sobre atos violentos raros (incluindo trabalho baseado no modelo de Resnick) trata o contágio social e a imitação como riscos reais quando um caso de alto perfil fornece tanto um roteiro comportamental quanto uma desculpa legal/moral pronta. A preocupação é mais cuidadosamente documentada para a violência em massa, mas o mesmo mecanismo – identificação + desculpa disponível + saturação da mídia – é reconhecido como relevante para o filicidio.

O que a literatura forense chama de imitação e uma desculpa pronta, Gabriel Hudelson chama pelo seu nome mais antigo. No post abaixo, ele admite que o colapso pós-parto é real. “Igual, Lindsay” não é honestidade sobre o sofrimento; é se juntar a uma tendência que trata a morte de uma criança como uma disposição de humor:
IGUALZINHO, LINDSAY (🧵)
“Igualzinho, Lindsay” está bombando no TikTok, com mulheres postando vídeos sozinhas com seus filhos pequenos, expressando solidariedade a Lindsay Clancy, uma mulher que estrangulou seus três filhos até a morte.
Se isso não te causa horror, eu não sei o que causaria.
É assim que a contaminação social se manifesta. É assim que se incentiva mais do mesmo tipo de comportamento. Quando você comemora o assassinato de Austin Metcalf, você terá mais jovens negros assassinando pessoas brancas. Quando você defende uma mãe que estrangula seus três preciosos bebês até a morte, você terá mais mulheres assassinando seus filhos.
(Vale ressaltar que essa é a conclusão lógica de uma visão de mundo que afirma que uma mulher tem o direito de assassinar seu filho no útero. Se uma mulher pode assassinar seu bebê no útero e está completamente justificada em fazê-lo simplesmente por causa de seu estado emocional, então ela pode fazer a mesma coisa depois que a criança nascer.)
Lindsay Clancy precisa ser executada. É isso que se faz com pessoas que estrangulam bebês. Ela é um monstro vil. Você pode dizer que ela tinha um “problema de saúde mental”. Para mim, parece mais possessão demoníaca. De qualquer forma, o que ela fez foi assassinar três crianças – seus próprios filhos – e inspirar uma nação inteira de mulheres doentes a assistir com admiração.
Que Deus lhe conceda arrependimento e perdão. Mas nosso dever agora não é “empatia”. É justiça.
Agora, algumas medidas práticas.
Em primeiro lugar, mulheres. Larguem as drogas. Por favor. Vocês estão literalmente enlouquecendo. Quando vocês não têm vergonha de postar vídeos online declarando que Lindsay não deve ter cometido o assassinato por causa do seu signo do zodíaco, vocês já estão muito perdidas.
O veneno intelectual do feminismo, o veneno físico da indústria moderna de drogas e o veneno espiritual do ocultismo, somados à permissividade para pecar e à completa rejeição da liderança masculina, estão levando as mulheres americanas à loucura.
Ah, esqueci de incluir as redes sociais na lista.
Mulheres. Saiam do TikTok. Saiam das redes sociais. Larguem as drogas.
Sim, reconheço que não sou médico e não estou recomendando que as mulheres parem de tomar seus medicamentos abruptamente — isso é algo que exige reflexão, cuidado e aconselhamento sábio. Mas a medicação deve fazer você melhorar, não criar dependência permanente.
A mulher independente, drogada, viciada em redes sociais e promíscua, capaz de assassinar os próprios filhos impunemente, é uma praga e uma desgraça por onde passa, e as mulheres americanas precisam abandonar esse caminho o mais rápido possível.
Voltem para casa. Obedeçam aos seus maridos. Amem seus filhos. Aprendam a ser donas de casa. E, principalmente, convertam-se a Jesus. Aprendam a mortificar seus próprios pecados e egoísmo e a se doar em amor ao próximo. Vocês encontrarão uma alegria muito mais profunda do que a euforia proporcionada por comentários bajuladores em seus vídeos do TikTok.
Claro, tudo isso é verdade, sem desconsiderar a realidade dos hormônios femininos. Acredito que seja óbvio que parte da razão pela qual Deus colocou as mulheres em submissão aos seus maridos é porque elas não são hormonal ou emocionalmente estáveis.
Isso não significa que elas não tenham autonomia ou responsabilidade por seus atos – elas têm. Não significa que elas não tenham inteligência, discernimento ou maturidade – elas deveriam ter. Mas as mulheres também precisam estar sob a liderança masculina para se manterem equilibradas.
Portanto, maridos, façam o seu trabalho. Pais, façam o seu trabalho. Assumam a responsabilidade. Envolvam-se. Liderem suas famílias espiritualmente. Exerçam autoridade de maneira piedosa para garantir que suas esposas e filhas estejam protegidas e bem amparadas. Estejam mais atentos às necessidades delas do que às últimas estatísticas esportivas. Cuidem do seu povo.
Em seguida, precisamos reconhecer que essas dificuldades são reais. Mas o mesmo se aplica a muitos outros tipos de dificuldades.
Postar “igualzinho, Lindsay” é repugnante e monstruoso, da mesma forma que seria repugnante e monstruoso homens postando vídeos de si mesmos caminhando perto de mulheres atraentes em solidariedade a um estuprador condenado. Se a segunda situação lhe causa repulsa, mas você acha a primeira aceitável de alguma forma, você está usando dois pesos e duas medidas.
Se você se incomodaria com um homem postando “igualzinho, Lindsay” em um vídeo selfie com os filhos ou a esposa, então você deveria se incomodar com mulheres fazendo o mesmo.
(Entendo que homens e mulheres – e nossos hormônios – são diferentes. A questão permanece. Pecado é pecado. Os hormônios de um homem são mais propensos a levá-lo a crimes de raiva ou agressão sexual. Ainda envolve hormônios. Ainda é pecado. Ele ainda é responsável.)
Esse tipo de postagem que expõe o pecado não é “ser honesto”. É participar de uma tendência social doentia que provavelmente resultará na morte de mais crianças.
Agora, dito isso… Precisamos ser honestos sobre nossas dificuldades. Precisamos, de fato, de ajuda. Conheço pessoalmente mulheres que passaram por diferentes formas de depressão pós-parto e até psicose – a ponto de não poderem ficar sozinhas. São mulheres cristãs queridas que passaram por essas situações. Elas não precisam ser ouvir que são egoístas e fingidas. Precisam de ajuda de verdade.
Mas por “ajuda de verdade”, não me refiro a medicamentos psicotrópicos. Refiro-me a checar seus hormônios, fazer exames de sangue, ter um marido presente que ore com elas e leia as Escrituras com elas, ter mulheres da igreja que venham, sentem-se com elas, ajudem nas tarefas domésticas e falem a verdade com elas.
Talvez haja alguma utilidade para algum medicamento “para saúde mental” em algum ponto. Não sei. Sou extremamente cético. As Escrituras começam com nossos corações quando se trata de questões espirituais, mentais e comportamentais – não começam com medicamentos. Portanto, se você for por esse caminho, proceda com muita cautela.
Mas Deus criou o corpo humano de forma extraordinária e encheu a Terra com uma vasta gama de recursos naturais para ajudá-lo a funcionar.
Então… Precisamos reconhecer que essas dificuldades são reais. Devemos começar pela Cruz – o Evangelho – a Palavra de Deus. Lidar com as questões do coração.
Como não somos gnósticos, também devemos considerar o corpo. Toxinas, privação de sono, desequilíbrio hormonal, deficiência de nutrientes, tudo isso pode ter efeitos radicais no corpo humano e na condição da alma.
Devemos incentivar nossas mulheres a serem francas e honestas sobre suas dificuldades para receberem ajuda e conselhos sábios. Mas essa franqueza e honestidade devem se direcionar a pessoas adequadas, não à participação em um contágio social em massa. Converse com seu marido. Converse com as mulheres mais experientes da sua igreja, que seguem o exemplo de Tito 2. Converse com seu naturopata ou médico holístico. Não faça um reel no Instagram sobre isso.
E, claro, não estou dizendo que você nunca possa reconhecer publicamente esse tipo de dificuldade. Estou dizendo que existe uma espécie de glorificação da desonra, que estamos testemunhando atualmente, e da qual as mulheres cristãs não devem participar.
Isso é o mesmo que um homem que se debate contra a luxúria ou o vício em pornografia – um pecado que, aliás, tem um componente hormonal significativo. Eu o incentivaria, sem dúvida, a ser honesto sobre seu problema e a buscar ajuda. Mas ele deve ser honesto com seu pastor, um irmão a quem ele preste contas ou sua esposa. Ele não deve fazer um vídeo nas redes sociais divulgando ao mundo seus pensamentos lascivos e sua solidariedade com homens que agem de acordo com eles.
Isso não é “ser honesto”.
É fazer cúmplice do pecado.
Deve ser repreendido como tal.
Por fim… somos responsáveis por nossas ações. Não importa o quão cansados estejamos. O quão descontrolados estejam nossos hormônios. Que pensamentos malucos estejam passando pela nossa cabeça. Precisamos assumir a responsabilidade. Talvez precisemos de ajuda. Mas somos responsáveis pelo que fazemos.
Hormônios ou não, “psicose” ou não, a Lindsay estrangulou metodicamente três crianças pequenininhas até a morte. Ouviu os gritos delas. Viu a agonia delas. Sentiu os corpos se contorcendo e sufocando nas mãos dela. E fez isso mesmo assim. Três vezes.
No fundo, estamos desesperados atrás de alguém ou algo para culpar. Não queremos ser responsabilizados pelo nosso próprio pecado. Foram os hormônios, ou o sistema, ou os brancos, ou os negros, ou as mulheres, ou os judeus. “Eu me vejo na Lindsay” significa “eu também tenho pecado perverso no coração e eu também não quero ser cobrada por isso”.
Mas a única maneira de realmente ficarmos livres do pecado é aceitar a responsabilidade. Reconhecer que estamos destruidos e que nenhuma desculpa é boa o suficiente para nos livrar da culpa.
E então, voltar-se para Cristo e ver que Deus colocou sobre Ele a culpa que merecíamos, se nos arrependermos e crermos nEle.
Só então podemos ser verdadeiramente livres.






