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Análise de conto onde intelectuais são criticados por meio de um personagem que é psicólogo.

Trechos extraídos ou texto replicado na íntegra do site: Rodrigo Gurgel.
Autoria do texto: Rodrigo Gurgel.
Data de Publicação: .
Leia a matéria na íntegra clicando aqui. Rodrigo Gurgel
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A qualidade profissional está não no domínio da técnica ou do conhecimento, mas na ética que conduz essas habilidades e informações.

Como explica Jacob Brunton, no Christian Intellectual, a chave para não cometermos adultério intelectual é:

“ter certeza de que não estamos submetendo nossas mentes aos nossos próprios desejos em nenhum momento. […] Devemos ter certeza de que estamos abordando tudo na vida com a mesma razão objetiva, não “falsificando” nada (até onde sabemos) para ceder a algum desejo irracional. Você não pode sujeitar a razão à emoção em uma área da vida e esperar que essa prática permaneça isolada. A atéia Ayn Rand explica:

“Sempre que você cometeu o mal de se recusar a pensar e a ver, de isentar do absoluto da realidade algum único pequeno desejo seu, sempre que optou por dizer: “Deixe-me retirar do juízo da razão os biscoitos que roubei, ou a existência de Deus,2 deixe-me ter meu único capricho irracional e serei um homem de raciocínio sobre tudo o mais.”, esse foi o ato de subverter sua consciência, o ato de corromper sua mente. Sua mente então se tornou um júri fixo que recebe ordens de um submundo secreto, cujo veredito distorce a evidência para caber em um absoluto que ela não ousa tocar – e uma realidade censurada é o resultado, uma realidade fragmentada onde os pedaços que você escolheu ver estão flutuando entre os abismos daqueles que você não vê, mantidos juntos por aquele fluido de embalsamamento da mente que é uma emoção isenta de pensamento.”3

Coincidentemente, a escritora Flannery O’Connor escolheu um psicólogo para retratar o personagem em que se pode observar esse adultério intelectual. Como explica o professor Rodrigo Gurgel:

“Flannery nos apresenta a confusão de um pai, psicólogo num reformatório de jovens, centrado em sua arrogância e, no entanto, acreditando-se o melhor, o mais justo dos homens.

O conto não é apenas o retrato de certo drama familiar, mas uma crítica à arrogância epistêmica de nossa época, na qual os intelectuais agem como crianças que tentam enfiar um quadrado no espaço desenhado para receber um triângulo — e se recusam a ver que a realidade desmente suas teorias mirabolantes.”

Rodrigo Gurgel analisa o conto “Os aleijados entrarão primeiro”, de Flannery O’Connor

Imagem:

Getty Images / autora MHJ

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

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