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Auto-Consciência e Finalidade Individual

Autoconsciência significa conhecimento da vulnerabilidade individual. O processo pelo qual esse conhecimento surge pode destruir a fé no valor individual. Isso significa, em termos concretos, que um indivíduo pode vir a sacrificar sua própria experiência, no curso do desenvolvimento, porque sua busca cria conflito social ou expõe a inadequação individual. No entanto, é somente por meio desse conflito que a mudança ocorre, e a fraqueza deve ser reconhecida, antes que possa ser transformada em força. Isso significa que o sacrifício da individualidade elimina qualquer possibilidade de que a força individual possa ser descoberta ou desenvolvida e de que o próprio mundo possa progredir.

Indivíduos cuja vida é sem sentido se odeiam por sua fraqueza e odeiam a vida por torná-los fracos. Esse ódio se manifesta na identificação absoluta com o poder destrutivo, em suas manifestações mitológicas, históricas e biológicas; manifesta-se no desejo de extinção absoluta da existência. Tal identificação leva o homem a envenenar tudo o que toca, a gerar sofrimento desnecessária em face do sofrimento inevitável, a fazer seus semelhantes voltarem-se contra si mesmos, a amalgamar a terra com o inferno, apenas para obter vingança sobre Deus e sua criação.

O propósito humano, se tal coisa pode ser considerada, é buscar significado, estender o domínio da luz, da consciência, apesar da limitação. Um evento significativo existe na fronteira entre a ordem e o caos. A busca do significado expõe o indivíduo ao desconhecido de forma gradual, permitindo-lhe desenvolver força e capacidade adaptativa em proporção à seriedade de sua busca. É durante o contato com o desconhecido que o poder humano cresce, individual e, depois, historicamente. O significado é a experiência subjetiva associada a esse contato, em proporção suficiente. Os grandes mitos religiosos afirmam que a busca contínua de sentido, adotada voluntariamente e sem auto-engano, levará o indivíduo a descobrir sua identidade com Deus. Essa “identidade revelada” o tornará capaz de suportar a tragédia da vida. O abandono do significado, ao contrário, reduz o homem às suas fraquezas mortais. Isso o faz odiar a vida e trabalhar para eliminá-la.

O significado é a manifestação mais profunda do instinto. O homem é uma criatura atraída pelo desconhecido; uma criatura adaptada para sua conquista. O sentido subjetivo de significado é o instinto regendo a taxa de contato com o desconhecido. Exposição demais transforma a mudança em caos; de menos promove estagnação e degeneração. O equilíbrio adequado produz um indivíduo poderoso, confiante na capacidade de resistir à vida, cada vez mais capaz de lidar com a natureza e a sociedade, cada vez mais próximo do ideal heróico. Cada indivíduo, constitucionalmente único, encontra sentido em diferentes buscas, se tiver a coragem de manter sua diferença. A manifestação da diversidade individual, transformada em conhecimento passível de transferência social, muda a própria face da história e leva cada geração do homem a avançar mais no desconhecido.

As condições sociais e biológicas definem os limites da existência individual. A busca inesgotável de interesse fornece os meios subjetivos pelos quais essas condições podem ser atendidas e seus limites transcendidos. O significado é o instinto que torna a vida possível. Quando é abandonado, a individualidade perde seu poder redentor. A grande mentira é que o significado não existe ou que não é importante. Quando o significado é negado, o ódio pela vida e o desejo de sua destruição governam inevitavelmente.

Do Evangelho de Tomé: “Se você revelar o que está dentro de você, o que você produzir irá salvá-lo. Se você não revelar o que está dentro de você, o que você não revelar irá destruí-lo.

Das páginas 358-359. 

Espero que você encontre a versão em áudio de Mapas de Significado acessível, envolvente e útil.


Trecho 1: No Monturo Encontra-se: a Fundação da Terapia Moderna, aqui.
Trecho 2: Grandes Males, aqui.

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Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

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