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Como surgiu a teoria:

Quando Susan teve câncer, ouvimos muitos comentários estúpidos, mas nosso favorito veio de uma das colegas de Susan. Ela queria, precisava, visitar Susan após a cirurgia, mas Susan não estava com vontade de receber visitas, e disse isso a ela. A resposta do colega:
– Isso não é só sobre você.
– Não é? – Susan se perguntou. – Meu câncer de mama não é sobre mim? É sobre você?

A questão ressurgiu quando a nossa amiga Katie teve um aneurisma cerebral. Ela ficou na U.T.I. por um longo tempo. Quando finalmente saiu, não estava mais coberta de tubos, linhas e monitores, mas ainda estava em mau estado. Uma amiga veio vê-la, depois, no corredor, comentou com o marido de Katie:
-Eu não estava preparada para isso.

Essa mulher ama Katie, e disse o que disse porque ter visto Katie naquela condição a comoveu profundamente. Mas foi a coisa errada a dizer. Da mesma maneira que a observação da colega de Susan estava errada.

Foi a partir daí que Susan desenvolveu a Teoria dos Anéis ou Kvetching

“Kvetching” é uma antiga expressão em ídiche que significa gemer, resmungar ou reclamar continuamente de algo. Silk e Goldman usaram a idéia para explicar como não dizer a coisa errada a quem ficou traumatizado por quem está próximo.

O conceito é simples – aqueles que foram traumatizados podem kvetch tudo o que quiserem para quem quiserem. As pessoas ao seu redor podem consolar e apoiar, mas mantêm a língua em qualquer tipo de kvetching – a menos que seja para alguém que está mais longe do trauma.

Concordo que essa não é uma maneira muito agradável de descrever alguém que como nós está sofrendo, mas acho que você entendeu o ponto e adaptei o que eles chamaram de “teoria dos anéis de kvetching” à nossa situação – muitos pais e irmãos enlutados terão tido experiência de amigos e familiares, involuntariamente e totalmente, falando sobre sua própria experiência de luto, na crença equivocada de que isso, de alguma forma, nos confortará. Sei que logo depois da morte de Josh, um parente distante precisava me dizer o quão horrorizado e chateado ele ficou depois que um primo fora assassinado há vinte anos. Ele tinha boa intenção, mas fiquei me perguntando o que diabos eu deveria fazer com essa informação. Eu deveria confortá-lo, sentir empatia por ele, abraçá-lo, quando todos os ossos e fibras do meu corpo ainda estavam se recuperando da morte do meu filho? Onde eu conseguiria energia para reagir a essa história com simpatia ou até com raiva? Eu não disse nada, mas o silêncio subsequente entre nós e a dor latente e o ressentimento durou muito tempo. Sei que meu parente tinha boas intenções, mas havia sido vítima de um equívoco comum sobre as necessidades dos recém-enlutados.

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

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