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Há carência de psiquiatras e estigma em se encaminhar pacientes para eles

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Recebemos, há meses, em nossa Unidade de Psiquiatria Infantil – primeiro atendimento com psiquiatra na vida dele – um garotinho de 8 anos com “dificuldade escolar por causa de autismo” – diagnóstico feito por não-psiquiatras desde os 4 anos de idade. Nosso diagnóstico foi contrário: foi o de um distúrbio de ansiedade, agora com fobia escolar porque o menino vem sendo hiper-estimulado desde os 4 anos, para o “autismo dele (“estimulação intensa e precoce para o autismo”). O menino passa até hoje por uma verdadeira linha de montagem, com psicólogo, fono, pedagogo, terapeuta ocupacional, neuropediatra, natação especializada. O menino está esgotado, está fóbico de tanta coisa, tanta tarefa, que ele é obrigado a fazer. Está perdendo a infância, “trabalhando o tempo todo para vencer o autismo”. Na nossa avaliação psiquiátrico-cognitiva ele não tinha problema algum nessa esfera. Sua ansiedade continua enorme, agora com opositivismo, agora agressivo, negativismo, agora com uma disforia distímica. Tão oprimido, tão obrigado a “trabalhar”, está se tornando mais isolado, com mais raiva dos adultos – que ele julga como opressores, frios, insensíveis, mais rejeitante de tudo o que é “escolar”. É claro, bem pior de sua ansiedade, que logo logo vai desembocar em depressão e agressividade aberta. As pessoas acham que um “simples diagnóstico” errado não prejudica a vida das pessoas, “não arranca sangue de ninguém”. Quantas pessoas tendo a vida destruída por falta de um “simples diagnóstico correto”.

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

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