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Existem diferenças entre doenças e vírus comuns e o novo vírus chinês, saiba como distinguir nesse artigo.
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Atenção:

Esse artigo desempenha papel meramente informativo. Consulte sua autoridade médica local para receber aconselhamento apropriado.

Trechos extraídos ou texto replicado na íntegra do site: BBC News Brasil.
Autoria do texto: Camilla Costa (Da BBC News Brasil em Londres).
Data de Publicação: 19 de Março de 2020.
Leia a matéria na íntegra clicando aqui. BBC News Brasil

Com a disseminação do novo coronavírus no Brasil se intensificando às vésperas do outono, aumentaram as dúvidas sobre os sintomas da doença covid-19, que, na maioria dos casos, são semelhantes aos de uma gripe comum.

No Google, termos como “coriza” e “espirro” também têm sido mais buscados em associação com a expressão “sintomas do coronavírus” no último mês, o que pode indicar uma confusão também entre a covid-19 e outras síndromes respiratórias brandas como o resfriado e a rinite alérgica.

“As pessoas precisam estar cientes de que a covid-19 é realmente um tipo de gripe, então ela tem realmente muitos sintomas em comum”, disse à BBC News Brasil o infectologista da Fiocruz Recife Paulo Sergio Ramos.

“Mas elas precisam ficar atentas para uma possível dificuldade de respirar. Isso sinaliza que a doença pode estar se complicando, e aí é necessário buscar um serviço de saúde.”

No Brasil, as pessoas não devem procurar unidade de saúde se tiverem apenas tosse, apenas coriza, apenas coriza e mal-estar ou sensação de moleza no corpo ou apenas febre, segundo o Ministério da Saúde.

E quem precisa ir ao hospital? Só quem apresentar os sintomas mais graves, como dificuldade para respirar, respiração curta ou falta de oxigenação — que já podem ser sinais de pneumonia, um dos estágios mais graves da covid-19.

As autoridades alertam, no entanto, que é preciso se informar sobre os protocolos de saúde do seu Estado ou município.

Como diferenciar?

A doença que o vírus Sars-Cov-2 provoca, a covid-19, é uma infecção respiratória que começa com sintomas como febre e tosse seca e, ao fim de uma semana, pode provocar falta de ar.

De acordo com uma análise da OMS baseada no estudo de cerca de 56 mil pacientes na China, 80% dos infectados desenvolvem sintomas leves (febre, tosse e, em alguns casos, pneumonia), 14% têm sintomas graves (dificuldade em respirar e falta de ar) e 6%, quadros críticos (insuficiência pulmonar, choque séptico, falência de órgãos e risco de morte).

Entre os sintomas apresentados pelos pacientes, os mais comuns são a febre (cerca de 88% dos casos), a tosse seca (quase 68%) e a fadiga (38%). A dificuldade de respirar aconteceu em quase 19% dos pacientes, enquanto sintomas como dor de garganta e dor de cabeça atingiram cerca de 13%. Já a diarreia foi um sintoma de apenas 4% das pessoas com o novo coronavírus.

No entanto, um levantamento com mais de 2 mil pacientes chineses publicado nesta semana na revista científica Pediatrics indica que os sintomas digestivos, como diarreia, vômitos e dores abdominais, apareciam com frequência em crianças infectadas pelo coronavírus.

Mas, nessa época do ano, também é comum apresentar tosse, febre, dores na garganta e na cabeça e sensação de fadiga por causa dos vírus da influenza, que provocam as gripes comuns.

De acordo com os especialistas, os sintomas devem ser monitorados e, caso permaneçam leves, podem ser tratados em casa.

No entanto, é preciso ter especial atenção a idosos e pessoas com baixa imunidade, mais vulneráveis ao novo coronavírus, e consultar um médico em caso de dúvidas.

“A gripe normalmente é a única que nos faz sentir dores musculares. E costuma durar entre três e cinco dias. Essas podem ser indicações de que se trata de um vírus comum”, disse à BBC Brasil Heloisa Ravagnani, presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal.

No caso do resfriado, os sintomas costumam ser ainda mais brandos e, em geral, apenas respiratórios — coriza, congestão nasal, tosse e dor de garganta, mas nem todos ocorrem ao mesmo tempo.

“Caso a pessoa esteja tossindo e tenha outros sintomas leves, não deve esquecer de usar máscara ao entrar em contato com outras pessoas e de higienizar bem as superfícies com as quais tiver contato. Ela pode não ter covid-19, mas, em um momento como esse, todo cuidado é bem-vindo”, diz a infectologista.

‘Não é corona, é rinite’

Nos últimos dias, alérgicos têm se justificado nas redes sociais pela frequência de espirros, ou expressado confusão com os sintomas de rinite alérgica sazonal e da covid-19.

Os comentários renderam memes como a frase “não é corona, é rinite”, que já virou até proposta de camiseta para os período de distanciamento social imposto pela pandemia.

As síndromes respiratórias alérgicas, comuns em períodos como outono e primavera, podem provocar coriza e congestão nasal, comuns a gripes, resfriados e à covid-19. Mas são marcadas normalmente por espirros, e dificilmente provocam tosse ou febre, explica Paulo Sergio Ramos.

“O importante é que as pessoas, mesmo sofrendo de alergia, resfriado ou gripe comum, mantenham a etiqueta respiratória. Ou seja, mantenham distância de 1 metro de outros espirrando ou tossindo; ao tossir ou espirrar, utilizem o antebraço ou um lenço, que deve ser descartado; e lavem sempre as mãos após tossir ou espirrar, para evitar disseminar outros vírus no ambiente”, alerta.

Seguir estas regras também é importante pelo fato de que, de acordo com o mais amplo estudo já feito até agora sobre o novo coronavírus, realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, 80% dos pacientes terão apenas sintomas leves.

No entanto, há evidências científicas de que até mesmo uma pessoa sem sintomas pode transmitir o vírus.

Fonte Imagens:
People vector created by pikisuperstar – www.freepik.com

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Rafael Vidal

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

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