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Esse é o estudo mais interessante que li nessa pandemia. Trata do comportamento em redes sociais dos “anti-maskers”, nos EUA.

Um grupo de pesquisadores do MIT se infiltrou em uma comunidade de “anti-maskers” nos EUA, que aqui no Brasil seriam chamados de negacionistas da ciência.

A rigor o resultado do estudo não me surpreendeu. Já tinha notado que, em redes sociais, os que se dizem seguidores da ciência, via de regra, não fazem a menor ideia do que é ciência e, a maioria esmagadora, não tem expertise suficiente para compreender uma modelagem de estudo clínico, ou para entender o resultado de um teste de hipóteses.

Ou seja, os “seguidores da ciência” são, em sua maioria, tão somente repetidores de consensos forçados, de cunho eminentemente político e/ou econômico, e apenas parcialmente científico.

O que o estudo descobriu é que os anti-maskers (negacionistas), são muito mais habilidosos com a ciência e com os dados do que os seus adversários ideológicos ou epistemológicos. Enquanto usam Thomas Kuhn e Karl Popper, os seus adversários ainda vivem uma ingenuidade de acreditar que a ciência gera certezas que são proferidas por uma elite da burocracia científica.

Não entendi bem o que o estudo conclui. Ora parece que foi construído para detonar os anti-maskers, como uma comunidade que gera falácias (visualizações não-ortodoxas), ora parece colocá-los em um nível de expertise e sofisticação maior até do que o da própria comunidade científica mainstream.

Mas foi interessante ler um estudo tão amplo sobre algo que me parece bem claro aqui no Brasil. Os grupos organizados em redes sociais que seguem o consenso científico proferido através de manchetes de jornais é muito menos preparado para entender, de fato, o que está acontecendo do que aqueles a quem eles próprios chamam de “negacionistas”.

O estudo indica alguns motivos para isso e coloca bastante luz na divulgação arrogante dos resultados de estudos científicos nas redes sociais e na imprensa, que fazem questão de esconder a incerteza e as falhas metodológicas, transformando estudos que são um lixo, que os próprios pesquisadores reconhecem como “fúteis”, como provas definitivas de algo politicamente engajado. Isso gera irritação no grupo dos “anti-maskers“, reforçando a ideia de uma ciência politicamente enviesada.

O estudo é enorme e tem algumas expressões não triviais em inglês, por isso tive o trabalho de compilar na última madrugada, em português, uma sequência de tuites com as principais conclusões do estudo.

https://arxiv.org/pdf/2101.07993.pdf

https://twitter.com/commieleej…/status/1391754136031477760

Surpreendam-se (ou não):

“Fundamentalmente, os […]

Leia o texto completo no facebook de Paulo Portinho

Comentários principais:

Paulo Portinho

 O que eu penso sobre isso e sobre a COVID-19 está traduzido nessas frases do grande físico Richard Feynman: “O conhecimento científico é um corpo de afirmações com vários graus de certeza – algumas muito incertas, algumas quase certas, nenhuma absolutamente certa.”
“Não tenha nenhum respeito pela autoridade; esqueça quem disse isso e, em vez disso, olhe com o que ele começa, onde ele termina, e pergunte-se: “Isso é razoável?”
“É absolutamente necessário deixar espaço para dúvidas ou não haverá progresso nem aprendizado. Não há aprendizagem sem ter que fazer uma pergunta. E uma pergunta requer dúvida. As pessoas buscam certezas. Mas não há certeza.”
“Nunca estamos definitivamente certos, só podemos ter certeza de que estamos errados.”
“A dúvida é claramente um valor na ciência. É importante duvidar e que a dúvida não seja algo amedrontador, mas algo de grande valor.”
“O progresso na ciência ocorre quando os experimentos contradizem a teoria.”

Américo Lobo
prezado incapaz, a coisa mais jurássica que existe é acreditar que o Estado deve tutelar o cidadão. Estamos diante de pessoas que questionam o próprio processo científico, como todo cientista deve fazer ao contrário de quem abaixa a cabeça por que alguém usou a palavra ciência.

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

O Apego ao Velho

Minha esposa e eu somos viciados em programas de reforma. […] Nós […] apimentamos cozinhas, banheiros destruídos e trocamos espaços. Nós os invertemos, os destruimos, os consertamos

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