Camille Kiefel processou dois profissionais de saúde mental da região de Portland que, segundo ela, aprovaram automaticamente sua mastectomia após uma única consulta.
Uma mulher que passou por uma dupla mastectomia após ter se identificado como não binária fechou um acordo confidencial de vários milhões de dólares. Ela processou os profissionais de saúde mental que a aprovaram para a cirurgia.
Após apenas uma consulta de uma hora via Zoom e uma chamada de vídeo de 40 minutos, os chamados “especialistas em saúde” recomendaram que ela retirasse os seios.
Camille Kiefel diz que os terapeutas autorizaram o procedimento apesar do seu histórico de trauma, depressão, ideação suicida e TDAH.
Apenas após a cirurgia, quando seus problemas continuaram, ela percebeu que poderia lidar com seus problemas com terapia.
Menos de dois anos depois, ela destransicionou e diz que a cirurgia a deixou com complicações físicas e emocionais duradouras.
Trecho da denúncia contra os profissionais:
Os réus “transgrediram os limites da conduta socialmente tolerável ao abusarem de suas posições de confiança e autoridade”, recomendando “tratamento desnecessário e irreversível” sem levar em consideração os problemas mentais de Kiefel.
Devido à cirurgia, Kiefel terá que conviver com a “incapacidade permanente de amamentar um filho” e duvida que algum dia encontrará um “parceiro de vida sexual e romanticamente atraído por uma mulher sem seios”.
Um número crescente de mulheres está vindo a público relatar os danos que sofreram em nome de tratamentos de “afirmação de gênero”. Muitas explicam que, devido a traumas, autismo ou problemas de saúde mental, acreditavam que precisavam escapar da condição de mulher.
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