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Crianças são seres humanos brincalhões e inquisitivos. Não deve-se esperar delas comportamento robótico.

Trechos extraídos ou texto replicado na íntegra do site: Jewish World Review.
Autoria do texto: Meghan Leahy.
Data de Publicação: .
Leia a matéria na íntegra clicando aqui. Jewish World Review
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“Minha bolha de espaço pessoal” diz a frase no quadro da foto.

Meghan Leahy

Meu filho de 5 anos geralmente se comporta bem na pré-escola. 
A professora disse que ele tem dificuldade em fazer a transição do momento da brincadeira para o momento de aprendizado. Quando eu pergunto sobre isso, ele diz que aprender é chato. Quando falei com ele, ele ficou chateado, afirmando repetidamente que não queria falar sobre isso. Eu disse a ele que ele precisava seguir as instruções da professora. Ele ficou com raiva e começou a gritar: “Eu te odeio!”
Eu disse que se percebia que ele estava chateado, mas reconhecer sentimentos nunca funcionou bem para ele. Num instante, ele se entristeceu, chorando: “Você nem me quer!”

Eu o abracei, disse que isso não era verdade. Deixei claro que eu o amo e papai o ama e nós o queremos, e quando ele se acalmou, eu saí do quarto e ele dormiu.

Parece-me que ele é muito sensível e críticas o atingem muito. Ele vai começar o jardim-de-infância no próximo ano, e temo que esses tipos de cenários só se tornem mais frequentes.

Como posso apoiar o meu filho ao mesmo tempo que abordo estas questões?

Existem camadas de informação inútil, falta de comunicação e falta de compreensão do desenvolvimento infantil em cenários como este. […]

Um menino comum de 5 anos de idade não “transita bem” constantemente, especialmente quando se trata de passar do tempo de brincar para o tempo de aprender. […]Brincar é aprender para uma criança de 5 anos. […] quase toda forma de jogo é como uma criança em idade pré-escolar aprende. As pré-escolas baseadas em brincadeiras estão trabalhando com essa teoria e, propositalmente, criam cenários em que as crianças aprendem sobre letras, números, ciência e linguagem em situações lúdicas. De fato, os dados estão ficando cada vez mais claros que as crianças pequenas sofrem quando são empurradas para a escola cedo demais.

Dito isto, há crianças que estão legitimamente distraídas e precisam de mais ajuda, mas não estou convencido de que este seja seu filho. Ele sempre tem um problema de transição ou isso é um problema ocasional? De qualquer forma, sua distração não é um mau comportamento. Ele pode ter um problema de atenção ou ele pode ter um problema de funcionamento executivo, mas é mais provável que ele simplesmente tenha 5 anos de idade. Ele é tão brilhante que ele claramente diz que não gosta de aprender; é chato. Ele está certo! Não é apropriado, do ponto de vista do desenvolvimento, que ele se sente e faça tarefas banais.

O próximo problema é que você tenta corrigir esse “mau comportamento” horas depois. Uma criança de 5 anos não vive no passado, muitas vezes não se lembra do contexto do que aconteceu e, portanto, apenas sente a vergonha de desagradar a professora e a mãe.

Além disso, você não entende completamente o que aconteceu na escola. Você conhece todos os detalhes de por que seu filho estava distraído e entediado? Há tantas circunstâncias atenuantes que é ridículo esperar que uma criança de 5 anos lhe diga: “Você está certa. Apesar de eu não aguentar mais estar aqui e as lições sejam estúpidas, eu deveria ir do parquinho para minha mesa como um robô”.

Uma criança de cinco anos é uma criatura emocional e não racional. Seu filho é tão sensível que, se ele sente que está decepcionando, isso é demais para ele suportar. Mas quando ele expressou que não queria falar sobre isso, você o deixou mais envergonhado ao pedir que ele ouvisse a professora. Eu estou supondo, embora eu possa estar errada, que o que está acontecendo é que a professora já o corrigiu na aula (talvez envergonhando-o), e você está apresentando uma vergonha secundária, pior ainda falando sobre isso na hora de dormir, quando ele está pronto para descansar. Seu filho, tentando lhe dizer que não queria falar sobre isso, se dissolve em raiva e lágrimas. As declarações “Eu te odeio” e “você nem me quer” dele são os sinais de que ele não consegue lidar com a vergonha que está sentindo, e você precisa parar de pressionar.

[…]você não o puniu, não gritou com ele na frente da professora nem lhe deu um sermão. Muito bem. Muitos pais acham que punir um menino de 5 anos de idade, seis horas depois do fato, ensinará algo à criança. Não ensinará. Ele aprenderá apenas que você está desapontada com ele. Além disso, você ficou com seu filho e tentou entender suas emoções enquanto também lhe permitia chorar, e você não o envergonhou por suas declarações. Este é um movimento profundamente empático, e você deve se sentir orgulhosa de como reagiu.

Então, como você avança?

1. Pare de falar com seu filho sobre o comportamento de sua escola. Apenas provoca vergonha. Em vez disso, faça perguntas curiosas como: “Como sua turma vai do parquinho à sala?” Mas não tente corrigir o seu comportamento horas depois do ocorrido. Retroceder não é útil.

2. Peça à professora para escrever suas preocupações, para dar contexto, frequência e duração. Pergunte como seu filho está se comparado com os outros alunos e com que facilidade ele é redirecionado. Você precisa de informações e isso esclarecerá a situação. Talvez seu filho seja desorganizado, ou talvez a professora não entenda a mente normal de uma criança de cinco anos.

3. Procure uma aula, livro ou grupo que ensine sobre o desenvolvimento de uma criança em idade pré-escolar. […]

Muitas vezes usamos cérebros racionais para ajudar uma criança emocional e erramos o alvo. Se seu filho realmente tem dificuldade em prestar atenção, é importante saber o que uma criança precisa para amadurecer.

4. Embora isso possa parecer insignificante, não abordar as coisas difíceis com uma criança sensível, na hora de dormir. Este é um momento, para todos os seres humanos, quando estamos relaxando e queremos nos sentir fisica e emocionalmente seguros. Se o seu filho percebe que você está envergonhada ou desapontada com ele, isso atrapalha essa sensação de segurança e conforto. Para uma criança de 5 anos, a rotina noturna deve ser fofinha, cheia de livros e sorrisos. Seu pequeno cérebro deu tudo o que pôde para o dia; não peça mais.

Estou confiante de que você pode acabar com esses tipos de interações. Lembre-se, as crianças de 5 anos são seres humanos brincalhões e inquisitivos. Não o trate como se ele devesse ser um robô. Boa sorte.

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

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