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Quanto mais o cidadão delega ao Estado seus problemas , mais ele tem poder sobre suas vidas privadas.

Trechos extraídos ou texto replicado na íntegra do site: Twitter de Cardinal Pritchard e Daily Mail.
Autoria do texto: Cardinal Pritchard e Sabrina Penty.
Data de Publicação: .
Leia a matéria na íntegra clicando aqui. Twitter de Cardinal Pritchard e Daily Mail

Do The Daily Mail:

[…]
A morte da criança foi confirmada pela ministra da Saúde do país, Sophie Hermans, ao apresentar ao parlamento, na segunda-feira, o relatório anual do comitê que analisa todos os abortos tardios e mortes de crianças com assistência médica.

Segundo o relatório, a criança tinha menos de 12 anos e estava gravemente doente, mas não foram fornecidos mais detalhes. 

A eutanásia para crianças com doenças terminais, com idades entre um e 12 anos, é legal há dois anos na Holanda. Antes da mudança na lei, apenas recém-nascidos e crianças com mais de 12 anos podiam ser submetidos à eutanásia. 
[…]

Note que o texto chama de “abortos tardios” o assassinato de recém-nascidos.

Imagem do site mnnonlin.org
Texto de Cardinal Pritchard, de 25-06-26, para o Not the Bee
Imagem do site waramps.ca (amputados de guerra)

Escala do Estado de Bem-Estar e Efeitos Sociais Reais

A Holanda administra um dos sistemas de assistência social mais abrangentes do mundo, altamente intervencionista: o estado desempenha um papel muito grande na suavização dos riscos da vida desde o berço até o túmulo. Os resultados incluem melhor segurança material para os vulneráveis e métricas de maior satisfação com a vida para muitos, mas também impostos mais altos, dinamismo econômico mais lento em alguns pontos de vista, e maior alcance da influência do Estado sobre as escolhas íntimas. Há, principalmente, uma redução na resiliência individual/familiar e um maior poder burocrático sobre as escolhas de vida. Efeitos reais observáveis, na sociedade e na vida privada, incluem:

Decisões sobre o fim de vida (o caso da eutanásia): o estado regula, financia (via saúde), e supervisiona quando a vida pode terminar, incluindo para crianças menores de 12 anos (com consentimento dos pais mais critérios médicos). Médicos, comités de revisão e, em última instância, promotores estão envolvidos. Isso reflete uma ampla aceitação cultural em uma sociedade secular, mas também mostra o estado estabelecendo limites éticos nas decisões médicas privadas/familiares. A eutanásia é enquadrada como autonomia do paciente, mas opera dentro de um monopólio público de saúde estritamente regulado.

Família e educação infantil: Subsídios pesados para a assistência à infância incentivam as famílias a terem dupla renda e uma alta participação feminina no mercado de trabalho (muitas vezes em meio período). O Estado influencia a estrutura familiar através do desenho de impostos/benefícios, da política de cuidados infantis e da assistência aos jovens. As mudanças recentes enfatizam a “sociedade de participação” (mais responsabilidade familiar para o cuidado dos idosos), mas no geral, o estado assumiu muitos papéis tradicionais da família. Isto correlaciona-se com menores taxas de natalidade, formação posterior da família e altas taxas de trabalho a tempo parcial.

Dependência e incentivos: benefícios generosos reduzem a pobreza de forma eficaz, mas criam “armadilhas de bem-estar” para alguns grupos (por exemplo, desempregados de longa duração, pessoas com deficiência ou certas comunidades de imigrantes). As reformas tentaram impulsionar a ativação (requisitos de trabalho), com resultados mistos. Os impostos e benefícios elevados reduzem a desigualdade de rendimentos, mas podem reduzir os incentivos ao trabalho nas margens.

Concessões de autonomia pessoal: Os cidadãos ganham segurança (baixa pobreza, boa rede de proteção social), mas enfrentam alta regulamentação. Exemplos: regras rígidas de aluguel, verificações de renda para subsídios de moradia/creche, seguro obrigatório e envolvimento do estado nos padrões de educação/cuidado. Em casos extremos (como o escândalo dos benefícios de cuidados infantis), erros burocráticos devastaram as famílias devido à dependência excessiva dos sistemas estatais.

Resultados culturais: Muito alta secularização e individualismo na ética pessoal (eutanásia, drogas, sexualidade), combinado com economia coletivista. A forte confiança social e a baixa corrupção ajudam o sistema a funcionar, mas os críticos argumentam que isso promove depender do governo para as grandes questões da vida em vez de resiliência familiar, comunitária ou individual.

    Efeitos reais sobre a sociedade e a vida privada: Alta segurança, menor pobreza: Excelente rede de segurança reduz dificuldades extremas.

    Influência do Estado nas decisões familiares/privadas: Subsídios pesados para cuidados infantis promovem famílias com dupla renda e alta participação feminina na força de trabalho (muitas vezes em meio período). O estado molda o tempo e o tamanho da família através de benefícios/impostos. A assistência aos idosos mistura cada vez mais o estado e a família (“sociedade de participação”), mas a dependência dos sistemas públicos é alta.

    Riscos de dependência: Alguns grupos (incluindo certas comunidades de imigrantes) apresentam maior uso do bem-estar a longo prazo e “armadilhas”. Os impostos elevados podem reduzir os incentivos a rendimentos mais elevados.

    Distribuição da população dos Países Baixo, em percentagem, quanto à religião

    Cerca de 56-58% da população não tem filiação religiosa (dados de 2025).
    Os ateus estritos formam uma parcela significativa, com muitos mais agnósticos ou indiferentes.
    Os cristãos praticantes são agora uma minoria , cerca de 28% ou menos.
    Este ambiente secular contribui para o amplo apoio público a políticas como a eutanásia

    Imagem:
    Não especificada, por volta de1980: Viktor Frankl na Disneylândia, California. (Photo by Imagno/Getty Images) .

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    Editorial

    Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

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