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Regular comportamentos em público é a base de uma sociedade saudável

Trechos extraídos ou texto replicado na íntegra do site: Twitter de I Meme Therefore I Am.
Autoria do texto: .
Data de Publicação: .
Leia a matéria na íntegra clicando aqui. Twitter de I Meme Therefore I Am
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“Infelizmente não deu tempo de eu chegar no banheiro.
Desculpe.”

O vídeo mostra uma mulher que, visivelmente, urinou na calça em um lugar público.

Em vez de se sentir envergonhada, disfarçar ou dar um jeito, rapidamente e em particular, ela parece estar andando por aí casualmente, filmando ou sendo filmada, e aparentemente tratando o ocorrido como algo compartilhável ou até mesmo performativo.

A seguir, algumas possibilidades, do ponto de vista psicológico, do tipo de mundo interior e de características que, normalmente, possibilitam que alguém se comporte dessa forma:

1. Vergonha Extremamente Baixa e Ordem Social Fraca Interiorizada

A maioria das pessoas têm uma reação forte de vergonha ligada às funções corporais básicas em público; nós a incorporamos por meio da socialização desde a infância. A vergonha atua como um alarme interno: “Isso é inapropriado, de um jeito discretamente, não deixe que os outros vejam.”
Alguém que filma e (presumivelmente) posta isso tem um mecanismo de vergonha abafado ou ausente neste contexto. Isto pode derivar de:

  • Má regulação emocional ou alexitimia (dificuldade em identificar/processar emoções como o constrangimento).
  • Uma ruptura no superego (o termo de Freud para os padrões morais/sociais internalizados). Eles não registram mais intensamente “isso viola a decência social” como um problema.
  • Habituação ao compartilhamento excessivo: Na era das redes sociais, muitas pessoas se treinaram para transformar momentos pessoais/privados em conteúdo para atenção, curtidas ou validação. Os limites de privacidade se desgastam ao longo do tempo.

2. Alta Necessidade de Atenção + Tendências Exibicionistas

A decisão de gravar e transmitir um acidente corporal constrangedor aponta para um forte desejo de atenção, mesmo que seja uma atenção negativa ou repugnante.


Psicologicamente, muitas vezes isso se relaciona com traços narcisistas (não desordem total, mas características): um senso de si próprio frágil ou inflado onde ser visto (qualquer visibilidade) parece mais importante do que a dignidade ou a aprovação social. A pessoa pode sentir uma sensação emocionante de “ser real” ou “chocar as pessoas” porque a vida comum não fornece estímulos ou validação suficientes.

Também pode refletir traços histriónicos: um estilo dramático, em busca de atenção, onde, inconscientemente, a pessoa transforma situações num espetáculo.

3. Possíveis problemas de controle de impulsos ou desregulação emocional

Agir com o impulso de filmar em vez de gerenciar imediatamente a situação (encontrar um banheiro, cobrir, sair) sugere dificuldade em inibir impulsos.

Este padrão é mais comum em pessoas com elementos de:

  • Traços de personalidade borderline (instabilidade emocional, medo de ser ignorado, questões de identidade que tornam “ser autêntico não importa o quê” um valor central).
  • Baixa tolerância ao sofrimento: eles não conseguem lidar com o desconforto do acidente em particular, então externalizam-no, tornando-o público.

4. Mudança Cultural/Psicológica Mais Ampla

(“Por que agora?”)

A legenda do tweet identifica um fenômeno real: o declínio da autoconsciência e do constrangimento como reguladores sociais. Em psicologia, isso está ligado a:

  • Narcisismo epidêmico/ aumento de entitlement (a crença de merecer tratamento privilegiado): estudos mostram aumentos nas características onde a expressão pessoal supera a harmonia ou o decoro social.
  • Declínio da cultura da vergonha: Ambientes online modernos recompensam a autenticidade e a vulnerabilidade em vez do decoro. Algumas pessoas interiorizam que “não esconder nada” = ser corajoso ou relacionável.
  • Possíveis fatores subjacentes à saúde mental: depressão, mania, influência de substâncias ou problemas de neurodesenvolvimento podem reduzir a filtragem social.

Ressalvas:

  • Esse comportamento isolado não significa que a pessoa tenha um transtorno de personalidade diagnosticado. Pode ser uma má decisão excepcional, amplificada por álcool, estresse ou alguma dificuldade. No entanto, compartilhá-lo com orgulho (em vez de apagar horrorizado) sugere um conforto mais profundo com uma auto-apresentação com ausência de limites.


– Muitos desses casos refletem comportamentos aprendidos, reforçados pelas redes sociais: o cérebro começa a associar até mesmo momentos humilhantes com potenciais doses de dopamina (comentários, visualizações).

Também sinaliza o constrangimento enfraquecido como uma emoção pró-social. O constrangimento saudável mantém as sociedades funcionando sem problemas, ao incentivar as pessoas a regular o comportamento público.

Em resumo, a pessoa provavelmente tem:

  • Muito baixa sensibilidade à vergonha/constrangimento social em relação a assuntos corporais privados.
  • Um alto impulso para validação externa ou “ser visto”, que substitui a autoproteção normal.
  • Controle de impulsos enfraquecido ou normas internalizadas em torno da privacidade e decência.

Esse tipo de ato muitas vezes parece libertador para a pessoa no momento (“Estou apenas sendo sincero!”), mas reflete uma perda dos freios internos que a maioria dos adultos ainda tem.

A reação “estamos condenados” da sociedade vem do reconhecimento de que, quando muitas pessoas perdem esses freios, a convivência civilizada básica fica mais difícil.

xhttps://x.com/i/grok?conversation=2040134361127825704


Imagem:
Cottonbro,
via Pexels

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

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