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A ecologia, como princípio social, . . . condena as cidades, a cultura, a indústria, a tecnologia, o intelecto, e defende o retorno dos homens à “natureza”, ao estado de grunhidos subanímicos cavando o solo com as próprias mãos.

Ayn Rand

O que há de errado com o termo “meio ambiente” da forma como é usado hoje em dia?

Estamos usando o termo de forma incorreta.

Quando se ouve a expressão “o meio ambiente”, as palavras deveriam ser “a terra”, “o mundo natural” ou “a natureza selvagem”.

Por que?

Um ambiente é um local no qual uma pessoa opera.

Meu ambiente é minha casa e minha cidade.

Chamar a natureza selvagem de ambiente é fazer algo dissimulado.

É, na verdade, o ambiente das corujas, das árvores e dos caracóis.

Mas esse não é o meu ambiente.

Chamá-la simplesmente de *o* ambiente é inadequado.

Sugere que esses lugares fazem parte do *nosso* ambiente.

Mas esses lugares não são o nosso ambiente.

O uso comumente aceitado das palavras nos dias de hoje tem o efeito de atribuir uma falsa proposição a um termo.

Torna mais difícil pensar em uma área selvagem como sendo algo que é separado de nossas vidas.

Em vez disso, transforma o conceito de natureza selvagem em: “A natureza selvagem onde não estamos, na qual nos encontramos”.

Esse uso do termo é um anticonceito.

Sugere uma falsidade.

Também torna difícil imaginar que existam lugares no mundo que não importam.

(Que não importam para os valores humanos e para o florescimento humano.)

Provavelmente, essa é exatamente a intenção por trás do uso atual.

(Agradecimentos ao Dr. Harry Binswanger por apontar essa questão e vários outros anticonceitos neologistas, incluindo “sem-teto”.)

Cody Libolt

O Meio Ambiente e o Movimento Ecológico.

xhttps://x.com/CodyLibolt/status/1988716223820181937

Trechos de Ayn Rand sobre o Meio Ambiente:

O dinossauro e seus companheiros desapareceram desta terra muito antes de haver algum industrial ou algum homem . . . Mas isso não acabou com a vida na terra. Ao contrário dos ecologistas, a natureza não fica parada e não mantém o tipo de “equilíbrio” que garante a sobrevivência de alguma espécie em particular, muito menos a sobrevivência do seu maior e mais frágil produto: o homem.

Observem agora que em toda a propaganda dos ecologistas- em meio a todos os seus apelos à natureza e súplicas por “harmonia com a natureza”- não há discussão sobre as necessidades do homem e das exigências para a sua sobrevivência. O homem é tratado como se fosse um fenômeno antinatural. O homem não consegue sobreviver no tipo de estado da natureza que os ecologistas imaginam, isto é, ao nível dos ouriços do mar ou ursos polares . . . .

A fim de sobreviver, o homem precisa descobrir e produzir tudo do que ele precisa, o que significa que ele tem que alterar seu ambiente e adaptá-lo às suas necessidades. A natureza não o equipou para se adaptar ao seu ambiente à maneira dos animais. Das culturas mais primitivas às civilizações mais avançadas, o homem teve que manufaturar coisas; seu bem-estar depende de seu sucesso na produção. A tribo humana mais inferior não consegue sobreviver sem essa suposta fonte de poluição: o fogo. Não é meramente simbólico que o fogo era propriedade dos deuses que Prometeu trouxe ao homem. Os ecologistas são o novo bando de abutres para extinguir esse fogo.

A poluição atmosférica da cidade e os rios sujos não são bons para os homens (embora eles não sejam o tipo de perigo que os vendedores de pânico ecológicos proclamam ser). Este é um problema científico, tecnológico – não político – e pode ser resolvido somente pela tecnologia. Mesmo que a poluição atrmosférica fosse um risco para a vida humana, devemos lembrar que a vida na natureza, sem tecnologia, é uma morte em massa.

Imagem:
Narciso Arellano,
via Unsplash.

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

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