Quando existe uma sociedade coletivista, pode ter certeza de que em algum lugar no topo está um ditador malévolo ou um grupo de tiranos.
De “Redimindo o Ocidente”
Para os coletivistas, o “bem comum” não designa um resultado ou visão específica. Em vez disso, serve como um convite aberto para expandir a autoridade do governo. O “bem comum” serve como um totem, justificando-os a fazer o que decidirem ser “para o bem comum”.
Do livro Redeeming the West, de Jacob Brunton e Ryan Graber
Desvantagem do Coletivismo
O coletivismo é uma filosofia sociopolítica que prioriza o grupo, como um estado, nação ou classe, acima do indivíduo, enfatizando objetivos coletivos e bem-estar. Muitas vezes defende a tomada de decisão centralizada para alcançar um “bem comum” percebido, um conceito amplo e muitas vezes indefinido destinado a beneficiar a maioria ou a sociedade como um todo. Esta imprecisão permite que o “bem comum” seja interpretado de forma flexível, permitindo que os que estão no poder justifiquem políticas, intervenções ou expansões de autoridade com base em definições subjetivas ou em evolução.
O governo grande, neste contexto, surge como o mecanismo para impor os ideais coletivistas. Envolve uma autoridade forte e centralizada com controle significativo sobre as esferas econômica, social e política, muitas vezes por meio de regulamentação, propriedade pública ou redistribuição de recursos. O argumento é que tal governo pode coordenar esforços para atender às necessidades coletivas, por exemplo, saúde, infraestrutura ou segurança, de forma mais eficaz do que sistemas descentralizados ou conduzidos individualmente. No entanto, a falta de uma definição precisa para o “bem comum” pode levar ao seu uso como uma ferramenta para legitimar poder governamental expansivo, onde as decisões refletem as prioridades daqueles em controle, em vez de um consenso.
Historicamente, esta dinâmica se manifestou em várias formas: Os sistemas socialistas podem expandir o bem-estar para reduzir a desigualdade, enquanto os regimes autoritários podem invocar o “bem comum” para suprimir a dissidência ou impor a uniformidade. A flexibilidade do termo permite que ele se adapte a diferentes ideologias, mas também corre o risco de permitir o excesso de alcance, pois a ausência de limites claros pode confundir a linha entre servir ao coletivo e servir aos interesses da entidade dominante. Essa tensão continua sendo um ponto central de debate, com o escopo da ação do governo dependendo de como o “bem comum” é definido e quem detém a autoridade para defini-lo.
Exemplos
Jean-Jacques Rousseau, no seu Du contrat social (1762) argumenta que os indivíduos encontram liberdade em se submeter à “vontade geral”, um ideal coletivista mais tarde usado para justificar a autoridade do estado.
O coletivismo sustenta que o homem deve ser acorrentado à ação coletiva e ao pensamento coletivo em prol do que é chamado ‘o bem comum.Ayn Rand. em Lexicon, destacando como essa imprecisão pode permitir a coerção.
Caso histórico: A expansão, no Canadá, da Assistência Médica às Pessoas Morrendo (MAiD) sob o “bem comum”, implementada desde 2016, mostra como um termo indefinido pode justificar políticas controversas, incluindo eutanásia para grupos vulneráveis, apoiadas por sentenças judiciais e números crescentes de casos.
Esse raciocínio se baseia na premissa de que, sem uma definição clara, o “bem comum” torna-se uma ferramenta subjetiva, apoiada por instâncias históricas onde expandiu o poder governamental descontrolado.
Superioridade do Individualismo
Psicologicamente, o individualismo é preferível ao coletivismo por várias razões, enraizadas em pesquisas empíricas e resultados práticos:
Liberdade pessoal e crescimento: O individualismo prioriza a autonomia, permitindo que os indivíduos persigam objetivos que eles mesmos definem, que reforçam a auto-estima e a motivação intrínseca (Markus & Kitayama, 1991; Deci & Ryan, 2000), promovendo o desenvolvimento pessoal sem ser prejudicado pela conformidade do grupo.
Inovação e Progresso: O foco na realização pessoal impulsiona a criatividade e a tomada de riscos, com estudos ligando culturas individualistas a maiores taxas de inovação (Simonton, 2003), o que contribui para o avanço da sociedade em vez do consenso coletivista de grupo.
Proteção contra a tirania: A ênfase do individualismo nos direitos pessoais e o ceticismo em relação à autoridade centralizada reduz a vulnerabilidade à exploração autoritária, já que os individualistas mostram menor conformidade (Bond & Smith, 1996) e maior resistência à manipulação dentro do grupo (Tajfel, 1979), ao contrário das tendências coletivistas em direção à obediência.
Bem-Estar Adaptativo: Os individualistas se beneficiam da resiliência emocional por meio do controle pessoal. Eles relatam maior satisfação em dominar desafios (Infijoy Blog, 2025), contrastando com a dependência do coletivismo na harmonia social, que pode sufocar a expressão individual.
Essas vantagens superam os pontos fortes do coletivismo, como a coesão de grupo, ao oferecer maior agência individual e dinamismo social, particularmente em contextos onde as justificativas do “bem comum” são vagas (por exemplo, a expansão do MAiD no Canadá) risco de superação, tornando o individualismo uma estrutura mais robusta para o florescimento psicológico e prático.
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Volkshalle (hall do Povo) maquete de Albert Speer para o projeto Germânia
Hitler imaginava Berlim como o coração de uma nova ordem mundial, e o projeto Germania simbolizaria a grandeza da Alemanha nazista. Os planos, em grande parte concebidos por Speer, incluíam vastas avenidas, enormes edifícios com cúpulas e imensas estruturas neoclássicas que pretendiam rivalizar com as grandes cidades da história, como Roma ou Paris. A peça central dessa transformação seria o Volkshalle (Salão do Povo), uma enorme estrutura com cúpula, com mais de 290 metros de altura e capacidade para 180.000 pessoas. Seria um dos maiores edifícios já construídos, concebido como um símbolo do poder de Hitler e da suposta superioridade da raça ariana.






