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Às vezes, a educação domiciliar é retratada como algo extremo, mas o que é realmente radical é acreditar que estranhos devem moldar a visão de mundo do seu filho mais do que você.

Pode-se resumir o pensamento acima por meio de vários princípios e dinâmicas psicológicas principais:

1, Teoria do Apego e Influência Parental: Teoria que enfatiza o papel crítico dos cuidadores primários (por exemplo, os pais) na formação do desenvolvimento emocional e cognitivo de uma criança. Psicologicamente, os pais podem sentir que seu vínculo íntimo com seus filhos os prepara para incutir valores e visões de mundo mais efetivamente do que “estranhos” (por exemplo, professores), que não têm esse contexto relacional profundo. Isso sugere uma preferência por uma base segura dentro da família sobre influências externas.

2.Teoria da Aprendizagem Social: Esta teoria postula que os indivíduos aprendem comportamentos, atitudes e crenças por meio da observação e da imitação, principalmente a partir de figuras significativas em seu ambiente. O argumento de Boyack implica que os pais se vêem como os modelos primários da visão de mundo do filho, contrastando com a ideia de delegar esse papel aos professores, que podem ser modelos devalores diferentes ou conflitantes. A noção “radical” de confiar em estranhos poderia derivar de uma perceção de incompatibilidade entre os valores parentais e aqueles potencialmente transmitidos em um ambiente escolar.

3. Dissonância cognitiva e confiança: O tuíte sugere um desconforto psicológico (dissonância cognitiva) que surge quando os pais percebem uma desconexão entre suas crenças e as influências que seu filho encontra na escola tradicional. Ao enquadrar a dependência de estranhos como “radical”, Boyack explora uma desconfiança em figuras de autoridade externa, possivelmente amplificada por narrativas da mídia ou experiências pessoais de sistemas educacionais tendenciosos ou desalinhados. Isso se alinha com a pesquisa que mostra que a confiança em instituições como as escolas diminuiu, com uma pesquisa da Gallup de 2024 indicando que apenas 36% dos americanos têm confiança na educação pública.

4. Teoria da autodeterminação: Este quadro destaca a necessidade humana de autonomia, competência e parentesco. Os pais que escolhem o ensino em casa podem sentir que controlar a educação de seus filhos preenche sua autonomia e aumenta seu senso de competência como educadores, ao mesmo tempo em que fortalece relacionamentos dentro da família. O tuítre sugere que terceirizar esse papel para estranhos prejudica essas necessidades psicológicas, posicionando a educação em casa como uma extensão mais natural da responsabilidade parental.

5. Dinâmicas de Grupo Interno vs. Grupo Externo: Psicologicamente, a distinção entre “você” (os pais) e “estranhos” evoca favoritismo no grupo, onde a família é vista como o grupo de confiança, e os professores ou o sistema escolar representam um grupo de fora. Esta lente tribalista pode amplificar percepções de ameaça ou inadequação em influências externas, impulsionando o argumento de que a homeschooling é menos extrema do que entregar o controle para outros desconhecidos.

Em resumo, o raciocínio no tuite reflete uma postura psicológica que prioriza a autoridade dos pais e o vínculo emocional sobre a socialização externa, impulsionada pela confiança na influência familiar, desconforto com a autoridade desconhecida e um desejo de alinhar a visão de mundo da criança com os valores pessoais. Esta perspectiva é reforçada por evidências que sugerem que as crianças educadas em casa muitas vezes prosperam academicae socialmente (por exemplo, um estudo do National Home Education Research Institute de 2024 mostrando que 87% dos estudos favorecem seu desenvolvimento psicológico).

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

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