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Por Ayn Rand, na mini-enciclopédia do Objetivismo.Não há covarde mais desprezível do que o homem que tenha abandonado a batalha por sua alegria, temendo afirmar seu direito à existência, carecendo da coragem e da lealdade à vida de um pássaro, ou de uma flor que busca o sol. Descarte os trapos protetores desse vício que você chama de virtude: humildade – aprenda a valorizar a si mesmo, o que significa: lute pela sua felicidade – e quando você aprender que o orgulho é a soma de todas as virtudes, aprenderá a viver como um homem.

 
A humildade e a presunção são sempre dois lados da mesma premissa, e sempre compartilham a tarefa de preencher o espaço desocupado pela auto-estima em uma mentalidade coletivizada. O homem que está disposto a servir como meio para os fins dos outros, necessariamente considerará os outros como os meios para seus fins.

 
Auto-humilhação é a antítese da moralidade. Se um homem agiu de maneira imoral, mas se arrepende e quer expiar isso, não é a auto-humilhação que o induz, mas algum resquício de amor por valores morais – e não é auto-humilhação que ele expressa, mas um anseio de recuperar sua auto-estima. A humildade não é um reconhecimento das falhas de alguém, mas uma rejeição da moralidade. “Eu não sou bom” é uma afirmação que pode ser dita apenas no tempo passado. Dizer: “não sou bom” é declarar: “e nunca pretendo ser melhor”.
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O Lexicon é uma mini-enciclopédia das declarações de Ayn Rand sobre 400 tópicos sobre filosofia, economia, psicologia e história.

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

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