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Um curso intitulado “Estudos sobre a Gordura”, da Universidade Estadual do Oregon, argumenta que “peso” é uma questão de direitos civis, o que torna mais difícil para os americanos com excesso de peso serem bem sucedidos na vida.
Ferramenta para pessoas cujos braços não alcançam o traseiro. Todo obeso precisa de uma assim.

Por Tom Ciccotta
Leia o artigo original aqui.

O curso irá examinar “peso, forma e tamanho corporal como uma área de diferença humana sujeita ao privilégio e à discriminação que se cruza com outros sistemas de opressão, com base no sexo, raça, classe, idade, orientação sexual, e habilidade.”

Leia a explicação do curso, pela sua professora, Patti Lou Watkins:

“Eu me desenvolvi para abraçar pedagogia feminista em termos de conteúdo do curso, bem como as práticas de sala de aula. Meu curso incrimina os distúrbios de imagem corporal mais em função das estruturas sociais opressivas do que da patologia individual em si.”

Patti escreveu um artigo no European Health Psychologist (Psicólogo Europeu de Saúde), no qual ela argumenta que os seres humanos conseguem ser saudáveis ​​com qualquer peso corporal, o que é um endosso ao movimento, amplamente criticado, “Saúde em Qualquer Tamanho”. Para a Patti, o tamanho do corpo não é um bom indicador de saúde, mesmo indivíduos que podem ser classificados como obesos mórbidos podem ser saudáveis.

“A validade do “Saúde em Qualquer Tamanho” é apoiada por pesquisas na última década que revelam que a ineficácia continuado de intervenções de dieta que visam a perda de peso, juntamente com o potencial de danos associados a estas estratégias”

Outro curso, na mesma universidade, intitulado “Mulheres, peso e imagem corporal,” examina o “pesismo” por meio das lentes da interseccionalidade. Isto significa que os indivíduos que, além de estarem acima do peso, são membros de outro grupo minoritário (mulher, preto, hispânicos, LGBTQ, etc.) são submetidos a um sistema de opressão dirigido tanto a seu tamanho corporal quanto à sua condição de minoria.

Os ativistas vêm argumentando há vários anos que a cultura ocidental que é “gordofóbica”, devido às maneiras pelas quais as pessoas com sobrepeso são tratadas. Os defensores desta linha de pensamento a respeito do peso, muitas vezes argumentam que os assentos em aviões não são construídos para indivíduos com sobrepeso. Eles usam este e outros exemplos, como o estigma social em torno de excesso de peso, como evidência da “gordofobia” que eles acreditam que permeia toda a sociedade ocidental.

Contudo, a produção em escala industrial trabalha com a média a fim de baratear toda a linha de produção. Os clientes que não se encaixam no padrão são o nicho para os pequenos empresários, como pessoas que possuem apenas uma perna.

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

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