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Por Alexandre Archer

Hoje é o dia do homem, e homem nenhum se importa com isso. Em toda a face da terra não há homenageados pedindo presentes, cobrando parabéns e escrevendo letras comemorativas – se existissem textos assim, seriam péssimos.

Além da comprovada insignificância simbólica, a data caiu muito mal: segunda feira! Ao menos tivesse caído em uma sexta, poderíamos usá-la cinicamente como argumento conjugal para uma bebelança entre amigos – seria uma mentira das boas! Mas, segunda?! Quem bebe feliz em uma segunda, ainda com o gosto de domingo travando a boca e o desanimador cheiro de terça no nariz?

Mas a prova inequívoca da desimportância da data vem com uma simples pesquisa no Google. Digite “desconto dia do homem”, e você ganhará, de bate-pronto, a propaganda de uma clínica de depilação. Detalhe importante: propaganda de 2017. Pelo visto, dois anos não foram suficientes para bolarem algo digno, tipo 50% de desconto na gasolina aditivada ou três picanhas maturadas pelo preço de duas.

De toda forma, estamos incrivelmente sossegados, vivendo um dia como outro qualquer, sem queixas nem mágoas, e não fazemos a mínima questão de saber o porquê de o 15 de julho ter sido escolhido para sediar nossa data. Está tudo bom, tudo certo, não precisamos conhecer a historinha.

Mesmo tendo a mais plena certeza de que seríamos melhor representados pelo primeiro de Janeiro ou pelo primeiro de novembro.

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

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