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“A monotonia e a mediocridade se encaixam como dentes em engrenagens. Uma gera a outra, deixando-nos  bocejando, aborrecidos, e à deriva. Ao referir-me a monotonia, eu não tenho tanto em mente a falta de atividade, quanto a falta de propósito. Podemos ser ocupados e, ainda assim estar aborrecidos, envolvidos e, ainda assim, indiferentes. A vida se torna tediosamente monótona, maçante, enfadonha, prosaica. Em uma palavra, blá.
 
Mostre-me um indivíduo que já ascendeu, cuja vida se caracterizou pelo entusiasmo e excelência, mas que não alcança mais essas alturas, e eu lhe mostrarei uma pessoa que provavelmente tornou-se uma vítima do tédio.
 
Um ataque de tédio pode parecer inofensivo, mas pode nos deixar com uma pilha de emoções, seriamente questionando se a vida vale a pena.”
 
Para ela valer a pena precisamos basicamente de três coisas. E termos a nossa identidade solidamente estabelecida. Sua identidade é aquilo sem o que você se sente sem valor, sem sentido, sem propósito. As pessoas colocam suas identidades em canoas furadas: a profissão, o sobrenome, a aparência, o sucesso dos filhos, etc. E à medida que essas identidades não dão conta de suprir o vazio, vão em busca de outras. A última moda é a identidade de gênero.
 Francisco Razzo analisou esse problema, explorado pela imprensa mundial:

No domingo, o Fantástico vendeu a ideologia de gênero como se fosse uma teoria cientificamente fundamentada. São todos ideólogos usando o filho dos outros como cobaias. O principal furo da ideologia de gênero está em assumir, indiscriminadamente, a distinção radical entre mente e corpo. A pessoa é uma identidade mente-corpo e não um rato de laboratório. E atenção: criticar a ideologia de gênero não implica ódio aos que sofrem os dramas da identidade. Sabe-se lá o grau da dor de uma pessoa em crise. A sua vida interior só não pode servir de propaganda desses papagaios desonestos.

Rodrigo Constantino acrescenta que a condição humana é angustiante em si, e cita Gregory Wolfe:

“Enquanto a ideologia frequentemente reivindica as certezas de um sistema intelectual absolutista, seus efeitos nas experiências efetivas dos indivíduos tendem a produzir sensações de alienação e desorientação. O projeto moderno, que começou com a elevação do self e a alegação de seu poder quase ilimitado, resultou em um mundo em que o self individual é um fragmento precário, sem ligação com a verdadeira comunidade ou obediência à autoridade legítima.

[…]

Uma das ideias que emergem do pós-modernismo e mais profundamente influenciaram nossa consciência cultural é a noção de que nossas visões de mundo são “construídas” com base nos alicerces de nossa identidade pessoal – raça, classe, gênero, etnia e assim por diante.

[…]

Quando o homem separa a si mesmo do conhecimento do ser, ele já não participa dele, mas sim procura manipulá-lo para seus próprios fins privados. A partir desta separação inicial, este cisma aboriginal, numerosas seitas surgem, pois o homem agora é livre para rejeitar a existência (niilismo), ver a natureza como uma força cega e determinante (naturalismo) ou proclamar que a mente pode criar a sua própria realidade (idealismo ou solipsismo).”

O esquerdismo quer convencer o mundo que o gênero é uma “construção social”. Tem sido bem sucedido porque faz isso por meio da imprensa e da cultura, mundiais, que domina.

Constantino conclui que isso “não vai fazer a angústia desaparecer. Ao contrário: ao retirar o “sentido trágico da vida”, como diria Miguel de Unamuno, aquele que está em uma posição ainda mais sensível do que o normal pode muito bem surtar de vez, pois lhe foi prometida uma fuga fácil (“basta acreditar que é do outro gênero e realizar uma cirurgia que tudo ficará bem”), mas tal promessa é irreal e impossível. Considero até cruel com quem é vítima desse transtorno uma abordagem tão anticientífica e ideológica como essa.

PS: O leitor Felipe Pavan apontou a gritante incoerência dessa turma “progressista”: “Com 4 anos já pode decidir o sexo que deseja externar, mas com 17 não pode responder criminalmente pelas próprias decisões. Essa é a lógica atualmente imposta à sociedade”. Como negar o absurdo dessa postura tão comum na esquerda?”

Milo Yiannopoulus fala sobre o assunto aqui:

As três coisas que fazem nossa vida valer a pena podem ser resumidas assim: ser amado, ser compreendido, ser útil.

“A monotonia e a mediocridade se encaixam como dentes em engrenagens. Uma gera a outra, deixando-nos  bocejando, aborrecidos, e à deriva. Ao referir-me a monotonia, eu não tenho tanto em mente a falta de atividade, quanto a falta de propósito. Podemos ser ocupados e, ainda assim estar aborrecidos, envolvidos e, ainda assim, indiferentes. A vida se torna tediosamente monótona, maçante, enfadonha, prosaica. Em uma palavra, blá.
 
Mostre-me um indivíduo que já ascendeu, cuja vida se caracterizou pelo entusiasmo e excelência, mas que não alcança mais essas alturas, e eu lhe mostrarei uma pessoa que provavelmente tornou-se uma vítima do tédio.
 
Um ataque de tédio pode parecer inofensivo, mas pode nos deixar com uma pilha de emoções, seriamente questionando se a vida vale a pena.”
 
O que precisamos para que a vida valha a pena pode ser resumido em três coisas: ser amado, ser compreendido, ser útil. Quanto à constatação do tédio, no início deste artigo, o ator dá a sua solução:
 
“No entanto, mesmo durante as suas atribuições monótonas e aparentemente sem sentido da vida, Deus está lá! Ele se preocupa! Ele sabe! Desde o seu ontem até o seu amanhã:  Deus. Desde os pequenos envolvimentos até os grandes: Deus. Desde o início da escola até o fim da escola: Deus. Desde as tarefas que nunca realmente nunca se tornarão manchetes (que parecem ser meras tarefas) fazendo o percurso daquelas coisas que ganham atenção internacional: Deus. Ele está lá! Portanto, a próxima vez que você sentir esses dedos úmidos e frios do tédio se estendendo em torno de você, lembre-se, “De ontem até amanhã, tu, Senhor, estás aqui. Tu te importas!””
 
Charles Swindoll
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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.