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Como é do conhecimento de vários associados, a dra. Jane Denise (CIP: 0238-16-PF-DF), durante 2 anos, colocou à disposição de atletas de alto nível suas habilidades e conhecimentos sobre a mente humana, de modo a ajuda-los a superarem seus limites de maneira saudável.

Recentemente, ela escreveu um texto que serve de orientação a qualquer pessoa que busque superar-se em alguma atividade, onde ela demonstra os conhecimentos teóricos da psicologia e psicanálise aplicados na história de vida e de um dos atletas que acompanha.

Prepare-se para superar-se!

O esporte configura-se como cenário que permite refletir sobre importantes questões da contemporaneidade como a seletividade, o lugar de destaque que assume a imagem, e, em especial, o lugar do corpo sujeito à técnica. O ideal de rendimento e perfeição imposto ao corpo do atleta que, para alcançar o seu objetivo, tem todo o desenvolvimento da tecnologia ao seu lado, e se expressa nos “simples mortais” em busca do corpo perfeito, tema que tem sido bastante explorado atualmente.

Vivemos em uma época que nos é exigido uma “alta performance corporal-visual” e em que há uma busca frenética para adequar-se aos padrões de beleza impostos pela sociedade. É como se todos desejassem o lugar mais alto do pódio em uma corrida absurda pelo “corpo perfeito”. A prática de esporte cresce, isto é bom, muito bom. Mas por trás disso, vem uma hipótese comercial na possibilidade de consumo de todos os objetos “essenciais”, a todo momento anunciados pela mídia no mundo fitness.

Esta não é a motivação do Atleta Campeão Clássico, categoria até 1:78, e vice-campeão sênior até 80Kg, Diego Martins.

Casado com a atleta Wellness Laura Magalhães, estão construindo juntos uma história de superação e vitórias, com muito amor e dedicação. Durante quase 2 anos a eu, Jane Denise, psicanalista (CIP: 0238-16-PF-DF), tenho acompanhado o casal em seu trabalho profissional, em particular o Diego em: 1 (uma) finalização como Fisiculturismo Clássico/2016, no X Campeonato Brasiliense/2016 Sênior até 80Kg e na Copa Body Classic que acontecerá em 24 de setembro 2017.

Tenho convicções claras quanto ao desempenho psicológico do atleta dotado de “alta performance”. Os critérios dele fogem da beleza corporal, enquanto objeto de consumo social porque considera esta uma visão estreita, diante daquilo que almeja.

A cada preparação, competição e comemoração das vitórias, vi nele um atleta que reflete sobre os novos limites e planeja como ultrapassá-los, sendo este seu objeto de potencialidade forte para derrubar dores, dietas, treinos e, até mesmo, uma condroplatia patelar de II grau com dores fortes e inflamação crônica. Neste sentido, propus-me a pensar e escrever sobre este assunto, utilizando o sucesso do Diego, para expressar a importância do trabalho conjunto de mente, corpo e alma almejando um mesmo objetivo.

Ao acompanhar a vida do atleta através das redes sociais, backstage (bastidores), dois campeonatos, reuniões com outros atletas e encontros sociais, criei alguns conceitos relevantes pertinentes não só para atletas, mas para todo indivíduo que necessita de mudanças pessoais e superação. Diego Martins é um espelho do que representa todo o processo de superação.

É importante deixar claro que consigo identificar a pressão que este esporte exerce sobre o atleta para obter desenvolvimento, bem como os inúmeros benefícios e prazeres advindos por quem faz a escolha de ser um atleta de “alto rendimento”.

É preciso sim se dedicar muito a um treinamento extremamente regrado, abrir mão de alguns prazeres na vida; aguentar as inevitáveis dores – como consequência de levar o corpo ao limite -, lidar com pressões vindas dos outros e do próprio atleta a fim de obter o melhor desempenho, sofrer a cada vez que um objetivo não é alcançado. Por outro lado, viver a imensa alegria de fazer uma atividade que dá prazer, treinar é prazeroso – “inspiração vinda deste dedicado fisicultor”. Vibrar com objetivos alcançados, superar-se, traçar metas e saber lidar com os percalços inevitáveis ao longo do caminho são experiências riquíssimas de crescimento pessoal. Gerar expectativas de competições fora do seu âmbito social e cultural são as diversas alegrias geradas pelo fruto do envolvimento com o esporte e a competição.

Sob meu olhar psicanalítico, além do corpo considerado uma máquina, o atleta tem também uma mente considerada programável. Desta forma, vejo o Diego atleta e o ser humano como um objeto de profundo estudo psicanalítico, um homem ‘Atleta/Mente-Máquina” e não um “sujeito-atleta”. Ser um fisiculturista não é apenas ser um “sujeito-atleta”, como muitos pensam, pois, este conceito não aborda as emoções e sentimentos arraigados na alma e mente do atleta, e saber trabalhar com estes elementos é o caminho para o sucesso.

Diego Martins e Laura Magalhães demonstram o modelo do esporte eficiente e eficaz ao aliar o esporte às demais áreas de suas vidas, conquistando o que consideram sucesso familiar e social. Eles concebem o esporte também como uma ferramenta que tem função importante no laço social, mostrando que é possível ter um bom emprego, filhos, religião, disciplina conjunta, lazer, satisfação, ou seja, sucesso. Além do esporte ser uma fonte de prazer e divertimento para expectadores e praticantes, ele é uma poderosa via educativa e política.

Os conceitos

A seguir, estão elencadas as principais características psicológicas associadas à estrutura mental diferenciadora do atleta em questão e das características consideradas fundamentais para o sucesso.

Autoconfiança:

• Crença inabalável na sua capacidade de atingir as metas competitivas.
• Confiança nas qualidades únicas que o fazem melhor do que seus adversários.

Motivação:

• Desejo insaciável e motivação interna para o sucesso.
• Capacidade de se recuperar das derrotas e do fraco desempenho com determinação crescente para ter sucesso.

Foco:

• Permanecer totalmente concentrado na tarefa em mãos perante distrações específica da concorrência.
• Capacidade de mudar o foco sempre que necessário.
• Tornar-se imune à influência negativa do bom desempenho dos adversários ou de suas próprias distrações internas (preocupação, padrão mental negativo).

Compostura sob pressão/manipulação:

• Capaz de recuperar o controle psicológico na sequência de acontecimentos inesperados ou distrações, prosperando sob a pressão da concorrência (abraçando a pressão, entrando no momento).
• Aceitar que a ansiedade é inevitável na competição e saber que pode lidar com ela.
• A componente-chave da tenacidade mental é aprender a condicionar a sua mente para pensar com confiança e ser capaz de superar a frustração/autocrítica negativa (ressignificação de auto verbalização para o que deseja que ocorra).

Todas as estratégias cognitivas estabelecem uma forte relação com a capacidade do atleta de ter uma atitude positiva. Pensar positivo e verbalizar estes sentimentos revela-se tão importante em treino quanto em competição.

É na relação que o atleta estabelece consigo mesmo, com o seu desejo de alcançar um determinado desempenho, que ele potencializa ou sabota o próprio trabalho. Muitos atletas têm o condicionamento físico necessário para vencer mas acabam derrotados. Se o atleta consegue entender a correlação entre a sua motivação e o objetivo que deseja atingir, associando ainda a um elevado sentimento de autoconfiança, ele cria o seu próprio estado mental favorável.

O campeão é o competidor que consegue controlar o maior número de fatores internos e externos que podem levá-lo à vitória, criando uma enorme vantagem competitiva. Logo, é um árduo trabalho pessoal de desenvolver uma capacidade que facilite e promova o próprio crescimento atlético, tendo como catalizador os próprios sentimentos e emoções que espera sentir no momento em que realiza a performance desejada.

Um vencedor se condiciona a vencer, ele tem a capacidade de criar uma disposição para enfrentar as circunstâncias. O Diego busca essa disposição na Bíblia, como em Deuteronômio 1:21: “Vejam, o Senhor, o seu Deus, põe diante de vocês esta terra. Entrem na terra e tomem posse dela, conforme o Senhor, o Deus dos seus antepassados, disse a vocês. Não tenham medo nem desanimem.” A Bíblia fala várias vezes sobre não ter medo, confiar em Deus e lutar. Portanto, não será fácil, afinal, tomar posse de algo que ainda não nos pertence implica, muitas vezes, em lutar contra o atual detentor e aqueles que desejam o mesmo.

A motivação intrínseca permite ao atleta uma perspectiva mais objetiva de si mesmo, diminuindo uma posição egocêntrica, que normalmente seria associada com a motivação externa, e libertando o atleta para ver o seu desempenho como um meio de autodesenvolvimento. Compreendendo isso, o atleta aumenta o seu nível de consciência dos recursos psicológicos de que dispõe, conseguindo orientar diariamente a sua atenção para a importância da persistência no treinamento intencional (emoção focada na tarefa).

Como manter a motivação?

Desse modo, talvez a parte mais difícil no processo de superação seja manter a motivação. Explicarei, com a ajuda do próprio Diego e de sua treinadora, o que diferencia mentalmente os atletas de alto rendimento do resto de nós e como eles conseguem superar limites que detém a maioria das pessoas.
Nos bastidores do campeonato de 2017, perguntei ao Diego como ele mantinha o foco e sua resposta envolvia uma capacidade de imaginar a cena de sua vitória uma e outra vez, num ciclo repetitivo de construção positiva do cenário competitivo.

A prática da imagética mental que é composta por três tipos de imagens mentais distintas (ensaio mental, visualização e imagética) é uma das ferramentas que os atletas podem usar para atingirem o seu potencial psicológico máximo, e consequentemente o físico. Para um atleta de alto rendimento, dominar todos os fatores mentais é tão importante quanto dominar as várias habilidades físicas.

Todos os fatores inter-relacionam-se e facilitam a elevada performance, mas existe um que se destaca e que estabelece uma forte relação com a motivação: a confiança.

Quando o atleta tem um forte sentimento de confiança emerge uma forte motivação. A motivação (emoção + ação) garante o combustível para a preparação e a boa preparação forma a confiança, que é o fator psicológico mais importante. Esta funciona como o gatilho que permite potenciar e aumentar a eficácia dos fatores restantes. O atleta pode ter toda a capacidade do mundo para ter sucesso, mas se não acredita nisto não terá sucesso.

Por fim, Diego Martins é fonte inesgotável de superação.

O que faz um atleta solucionar problemas, romper barreiras, alcançando o que, às vezes, parece ser impossível, é um conjunto de fatores técnicos, físicos, materiais e psicológicos que, quando bem trabalhados, ampliam os seus limites em níveis muitas vezes incalculáveis. A isto chamamos superação.

A superação é um termo recorrente na história de vida do Diego. Em grande parte de seus discursos ele referiu-se à importância de ter persistido, perseverado e buscado caminhos alternativos às dificuldades impostas ao longo do ano de 2016 e 2017, até a presente data 20/09/2017, construindo uma trajetória vitoriosa.

A união faz a força

A dra. Jane, destacou a importância do trabalho do atleta mas falou pouco sobre o papel dela e da treinadora.

Diego e sua família

Sabemos que quando o atleta está buscando adquirir e aprimorar estas habilidades o trabalho de um treinador é fundamental e os resultados de ambos são potencializados. A ex-atleta e treinadora dele, Raquel Soares, foi a base de toda a equipe, pois soube aliar às suas habilidades singulares as de outros profissionais igualmente competentes. Assim, ela chamou a dra. Jane, que trabalhou a psicanálise com ela, e conseguiu introduzir outra profissional no trabalho com o fisicultor, que revisou todo o trabalho realizado até o momento.

A dra. Jane relata utilizar mais a psicanálise do que a psicologia no atendimento aos atletas, o que reflete a existência de uma sabotagem da mente dos próprios atletas, ao criar resistências que os desmotivam e acabam com a confiança que têm em si, e as dificuldades que enfrentam para vencer a si mesmos.

Em um contato breve, a treinadora também nos falou um pouco da sua experiência com o Diego e afirmou que um esportista precisa ter claro na mente o seu papel e objetivo: “[Ao longo dos] anos, passaram por minhas mãos aspirantes do esporte de fisiculturismo e posso afirmar, a mente de um atleta campeão é bem diferente”.

Em sua análise, o vitorioso se ocupa em não errar, busca a perfeição nos mínimos detalhes, mesmo diante de todas as suas dificuldades, trabalha para ouvir e executar as diretrizes do seu coach, é centrado e sabe focar em um objetivo.

A treinadora relatou que ela mesma fica surpresa com as conquistas de atletas campeões, pois estes são dotados de uma força psíquica tão grande que o corpo se adapta e responder ao estímulo mental em questão de 24 horas. Desta forma a treinadora reafirma os aspectos apontados pela psicanalista, é preciso associar todos os aspectos internos e externos (repouso, alimentação, treino, lazer etc.) de modo a tirar o melhor resultado deles.

Além de tudo, ao final, o profissional tem de manter o foco e não deixar que a vitória o derrote, e Diego faz isso glorificando a Deus ao final de cada apresentação e glorificando a Ele pelas vitórias.

A confiança que Diego depositou em sua coach contribui com a realização pessoal dela, ao ter a oportunidade de treinar um atleta dotado desta capacidade especial, pois seu empenho e dedicação são admiráveis.

Conclusão

A treinadora tem razão, aqui vemos parte do trabalho de três grandes profissionais aliados. São profissionais com muita vontade de vencer que se empenham em ultrapassar vários limites e têm poucos minutos para mostrar o resultado de anos de dedicação.

O esforço de Diego é inspirador e serve de estímulo, especialmente, às profissionais que o acompanham e a muitos outros iniciantes e profissionais no mundo dos esportes, conforme a palavra que ele acredita e segue (João 13:15).

Com tanto trabalho duro, é natural que se comemore cada dia como uma vitória, pois os body-builders não sentem dor, ignoram a fome, os conceitos sociais em relação à aparência física, pois para eles isso é “um reflexo do nosso interior, a vontade de vencer e estar cada dia melhor”, disse Soares.

O CONIPSI parabeniza e deseja sucesso aos profissionais em sua caminha de superação, em especial ao Diego Martins em suas próximas competições e que Deus o abençoe e oriente, hoje e sempre, amém.

 

Agradecimentos:

Jane Denise de Oliveira, psicanalista filiada ao Conselho Internacional de Psicanálise (0238-16-PF-DF).

Raquel Soares, é ex-atleta bodydbuilder, com vários títulos estaduais e nacionais, e coach esportiva formada em Ed. Física.

Redação:

Alexandre Koscianski Vidal, jornalista e psicanalista (0004-12-PF-BR).

Revisão:

Ely Silmar Vidal, psicanalista e presidente do Conselho Internacional de Psicanálise (0001-12-PF-BR).

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

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